O Homem Mais Perigoso Do País - Biografia De Filinto Müller

    R. S. Rose

    Civilização Brasileira
    2017
    406 páginas
    13h 32m
    ISBN-13: 9788520011126
    Português Brasileiro

    A biografia do temido chefe de polícia da ditadura Vargas Em O homem mais perigoso do país, o historiador norte-americano R. S. Rose traça um perfil nada óbvio de Filinto Müller – que foi chefe do Conselho Nacional do Trabalho, líder de dois partidos políticos, líder da maioria no Senado em um governo democrata e três ditadores e presidente do Senado. Desde seu nascimento, em Mato Grosso, em uma família de origem alemã, passando pela educação católica, até sua morte, em 1973, em um acidente aéreo no qual a esposa, Consuelo, e o neto Pedro também foram vítimas. Para entender quem foi de fato Filinto Müller, o autor se voltou durante anos sobre esse personagem fundamental da história do Brasil. Entre suas fontes de pesquisa, mais de 66 mil documentos, 500 recortes de jornais, material impresso e 165 itens audiovisuais pertencentes ao acervo da Fundação Getulio Vargas, do período de 1924 a 1948. Anita Leocádia Prestes assina a orelha do livro.

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    Igor P C Vieira17/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Em Terra de Cego quem tem um Olho...

    Incrível como nossa história é cheia de gente medíocre ligada ao poder. Incrível como nossa história é cheia de gente medíocre ligada ao poder. A biografia deixa a desejar em alguns aspectos, mas é o que se tem e traz informações de difícil acesso. 1) Dá pra perceber que deu trabalho levantar as informações trazidas. Filinto teve uma atuação profissional longa e se envolveu em muitos assuntos complexos, então é compreensível a dificuldade de cobrir toda sua vida pessoal/profissional com profundidade; 2) Livro foca mais na parte das torturas que foram executadas no Estado Novo que o livro de Lira Neto: "1930-1945: Do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo. O que foi um ganho; 3) Concordo com a autora que o sujeito não foi a pessoa mais perigosa do Brasil. Foi um (bom) burocrata/militar e (medíocre) político oportunista. Sim, ser político de situação durante uma ditadura é fácil. Fruto de uma criação e tempos que achavam normal violência e troca de favores. Nesse aspecto, Oswaldo Aranha foi um personagem iluminado. Aliás, preciso ler a biografia dele; 4) Sugiro a leitura deste livro após acabar os 3 volumes do Lira Neto sobre Getúlio Vargas, e outros livros entre 1954 e 1970. 5) Por fim, acho legal destacar como sempre houve pouco apreço por uma democracia ao estilo norte-americana. Só proforma mesmo. Obs: sejamos justos porque não foi (ou é) exclusividade nossa esse 'amor' a sistemas ditatoriais e pela força.

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