Você já parou para se perguntar qual o valor de uma pessoa que traz a arte entranhada em si? Já tentou se colocar no lugar de uma dessas pessoas para entender os obstáculos que elas enfrentam dia a dia para viver daquilo que faz seu coração vibrar?
O protagonista desta história, Ariosvaldo, é tido como o típico "desajustado" que tem a ousadia de querer viver de sua arte: a literatura. Enfrentando o desestímulo, o desencorajamento e a humilhação sofrida por parte de sua família (aquele bando de ratos), ele parte em busca do seu sonho, viver de sua arte.
Mas essa não é uma história de beleza. É uma história da vida real, crua e visceral, e a vida real te bate na cara de forma implacável e impiedosa. É difícil lutar contra o sistema, é difícil vencer o sistema. Ou você se ajusta a ele ou você é engolido. Mas quem sabe você tenha um pouco de sorte, quem sabe...
Aqui a trama é de melancolia pura, uma denúncia em forma de um vômito de repugnância de uma sociedade hipócrita que só te suga, que só te cobra, que não traz alento e que corrompe seus sonhos.
Mas quem sabe você tenha sorte, quem sabe...