Meu filho se chama Lucas… e quando engravidei, mesmo na época sendo ateia, dei seu nome por causa de São Lucas.
Bem, coisas difíceis aconteceram… e meu filho é meu milagre e meu resgate com a religião. Hoje, enquanto escrevo essa resenha, ele esta ha mais de 40 dias na uti… e nos seus 7 meses, ele tem me ensinado coisas que em 36 anos não cheguei nem perto de aprender.
Ja tinha começado a ler esse livro antes e parei devido ao meu ceticismo, quando Lucas nasceu, não pude fugir! O livro me chamou!
Que grata surpresa! A autora mistura ficção com fatos reais da vida de Lucano! São Lucas!
É um livro de um homem que se nomeou inimigo de Deus, por desconhecimento, por dores que passou, decepção com a humanidade… e finaliza sendo seu servo eterno!
Para mim o ponto alto foi a visão de Lucano sobre a mulher… ele amou algumas, mas por sua face de fragilidade, de impotência e serviencia… quando chegou em Roma e viu mulheres altivas e imponentes, colocou a culpa na decadência de Roma nelas! Até que ele conheceu a maior de todas! Maria! E ele descobre a graça infinita da bem aventurada e da escolhida por Deus!
Fiquei muito curiosa em ir atrás do que era fato histórico do que era ficção, porque a historia ficou tão boa que é impossível achar que exista algo inverossímil!
Mas, tive que tirar meia estrela! Se a pesquisa da Taylor foi tão boa, ela saberia que a etnia de Jesus e Maria não é de loiros, brancos e olhos azuis (diferente de Sao Lucas que era assim e até comparado ao próprio Deus Apolo da Grécia), mas ela insistia em destacar esses traços eurocentricos. Esses eram os momentos que me decepcionavam um pouco. Mas de resto, fantástico! Um dos favoritos da vida por questões de literatura e pessoais!