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    Good Sex Illustrated -

    Tony Duvert

    Semiotext(e)
    2007
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9781584350439
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    A scathing view of sex manuals for children and society's hypocrisy of over sex that argues for the rights of children to their own bodies and their own sexuality. Why is pleasure "doubled" when it's "shared"?... Do you really have to cut pleasure in two so that it'll exist? I mean, if it's doubled when there are two of you, then it must be tripled when there are three, quadrupled when there are four, centupled when there are a hundred, right? Is it O.K. for a hundred to share? And if I get used to trying it all alone, why is it that I'll never love anyone again? Is it that good alone and that awful with others? ; from Good Sex Illustrated First published in France in 1973, Good Sex Illustrated gleefully deciphers the subtext of a popular sex education manual for children produced during that period. In so doing, Duvert mounts a scabrous and scathing critique of how deftly the "sex-positive" ethos was harnessed to promote the ideal of the nuclear family. Like Michel Houllebecq, Duvert is highly attuned to all the hypocrisies of late twentieth century western "sexual liberation" mass movements. As Bruce Benderson notes in his introduction, Good Sex Illustrated shows that, "in our sexual order, orgasm follows the patterns of any other kind of capital... 'good sex' is a voracious profit machine." But unlike Houllebecq, Duvert writes from a passionate belief in the integrity of unpoliced sex and of pleasure. Even more controversially now than when the book was first published, Duvert asserts the child's right to his or her own playful, unproductive sexuality. Bruce Benderson's translation will belatedly introduce English-speaking audiences to the most infamous gay French writer since Jean Gênet.

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    Rique03/02/2018Resenhou um livro
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    Subversivo

    A instituição familiar e a ordem sexual exploradora vigente não serão perdoadas. Os padrões sexuais de nossa sociedade não são "naturais", são, antes, frutos de uma rígida e subjetiva ordem sexual, incutida e fortalecida pelas instituições exploradoras, como a família e a escola, disseminadas, ainda, pela herança cultural opressora. O desejo-livre, oposto do desejo-produtor, é um perigo, nada mantém e nada gera a não ser prazer. O desejar precisa estar associado ao mercado, à dominação e propriedade. A ordem sexual é pilar essencial para qualquer regime explorador, mantê-la, em qualquer regime dessa característica, torna-se, então, uma necessidade dos exploradores. Com muita inteligência, perspicácia e sarcasmo típico, o filósofo e romancista Tony Duvert defenderá esses e outros entendimentos. O Sexo Bem Comportado foi construído em cima de uma famosa coleção de enciclopédias sexuais - à época, consideradas progressistas, o que Duvert, sempre muito subversivo, discordou brutalmente - lançadas na década de 70. Em 1973, a versão original em francês do livro é lançada e um ano mais tarde, o livro aparece em língua portuguesa, publicado pela editora Edições Afrontamento, em Portugal. Voltemos ao livro. Nele, Tony ainda dirá que a captação das crianças e da infância pelas instituições exploradoras é essencial para o manter da ordem. Castradas de vida social e pessoal, entregues desde sempre à instituição familiar e escolar, a criança é, à força, reduzida a um oco fantoche, apta para reproduzir aquilo que se quer e precisa. Qualquer imprevista e improvável revolta será rapidamente capitulada pelo uso do terror físico e psicológico. A criança é, em suma e nas palavras de Duvert, uma escrava. Escravo necessário. A adolescência é um mar-morto, um resquício de revolta pode aparecer, nada que possa reverter os antecessores anos de castração, submissão e exploração, claro... O adolescente poderá debater-se, mas a sua capitulação é inevitável. Sua formação foi no seio familiar-reprodutor-da-ordem, as instituições frequentadas foram as com os mesmos interesses. A criança privada no espaço público e pública no espaço privado não será um adolescente capaz de subverter toda a ordem, castração, alienação, submissão em si incutidas, o seu futuro é, quase sempre, inevitável: assim que possível, será dono de sua própria fração de instituição familiar, procriará, educará-sob-a-ordem-vigente, em suma: fará aquilo que foi treinado para fazer, reproduzirá a ordem exploradora vigente. Escrevo essa concisa resenha - ah, sim, ainda haveria muito para comentar - após reler O Sexo Bem comportado e confirmar que este é o livro mais subversivo que já tive prazer de ler. Uma gota de pimenta em cada olho nos fará quebrar visões petrificadas sob a sociedade como um todo. É uma lástima, mas não surpreendente, que tenhamos apenas dois livros de Tony Duvert em língua portuguesa (O sexo bem comportado e Retrato de homem faca, ambas edições lançadas em Portugal) e nem um lançado no Brasil. Anos 70, época em que esses livros deveriam brotar por aqui, o Brasil enfrentava, infelizmente, grandes e tristes problemas. Anos de chumbo, anos de ditadura ceifaram-nos intelectualmente. Os resultados? Nada se fala e nada se debate sobre filosofia da infância no Brasil, um assunto frio, indiferente, que até mesmo a academia renega, Enquanto isso, a ordem disseca, livre e perversa, as crianças e a infância. Até quando? De forma latente, esse país clama por uma filosofia e filósofos da infância. A definição de filosofia pelo platonismo é: "investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real, ultrapassando a opinião irrefletida do senso comum que se mantém cativa da realidade empírica e das aparências sensíveis.", e por essa definição enxergamos o poderio filosófico deste livro e de Tony Duvert. - - - Semiotext(e) - A pequena grande editora independente. (Sobre esta edição) Editora americana que trabalha com textos subalternos e marginais, a Semiotext(e) tem feito um magnífico trabalho na tradução das obras de Tony Duvert, que começa a (re)aparecer na língua inglesa. Desde 2007, já são quatro livros, alguns textos e ensaios traduzidos do francês para o inglês. Só podemos esperar ansiosamente por mais!

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    Tony Duvert

    Tony Duvert foi um escritor e filósofo francês. A temática da sua obra concentra-se na defesa da pedofilia e liberdade das crianças e na crítica à família e à educação sexual na sociedade burguesa moderna. Em 1973, ganhou o Prêmio Médicis, grande prêmio francês de literatura, com o seu romance Paysage de fantaisie. Com isso, a sua relevância cresce ainda mais à época. É considerado por alguns como um dos melhores escritores da literatura francesa. Reivindicando-se abertamente como pedófilo, Tony Duvert conseguiu tornar-se uma figura pública respeitada e um escritor de renome graças à atitude aberta e tolerante dos intelectuais para a pedofilia e a sexualidade das crianças nos anos 70. Dois ensaios em particular, O sexo bem comportado (1974) e L'Enfant au masculin (1980), ilustram suas convicções, as quais se encontram transpostas também em vários dos seus romances, nos quais as relações pedófilas com meninos ocupam um lugar preponderante. Entre os mais conhecidos figuram Quand mourut Jonathan (1978) e L'Île Atlantique (1979). Colaborou também em revistas como Gai Pied e Masques.

    24 Livros
    2 Seguidores

    Tony Duvert