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    Dos nomes divinos -

    Dionísio, o Areopagita

    Attar Editorial
    2004
    181 páginas
    6h 2m
    ISBN-10: 8585114203
    Português Brasileiro
    4.8
    5 avaliações
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    "A obra de Dionísio, a um só tempo mística, filosófica e teológica, representa um caso único de amplitude e profundidade de reflexão. O que 'Dos Nomes Divinos', em sua sinfonia única e jamais reencenada de pensamento, devoção e experiência, veio ensinar, é que o conhecimento de Deus, verdadeiro e real, transfigura e deve transfigurar o conhecimento do mundo e das coisas, que juntas e cada uma individualmente, da mais grandiosa à mais ínfima, testemunham a presença inabarcável de seu Criador."

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    ALISSON HENRIQUE SOUZA picture
    ALISSON HENRIQUE SOUZA22/09/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Pseudo-conhecimento de Deus

    Quando Paulo, o tagarela, expôs o Evangelho de Jesus em Atos 17 no Areópago, em Atenas, a pregação teve seu efeito tanto na sua própria rejeição como na conversão de Dionísio, o areopagita. No futuro, pensou-se que o escritor do texto sobre os nomes divinos fosse o mesmo Dionísio do Areópago convertido pela pregação de Paulo, o tagarela - erroneamente. Tal é a razão de o "nome" desse filósofo aí ser Dionísio Pseudo-Areopagita. lol Me parece que esse cara aí tentou ser um engraçadinho diferentão. Acho que foi um ponto negativo nas tão boas aulas de Filosofia Medieval. Ele escreve que as Escrituras da Religião Cristã é permeada de ações de Deus tanto na criação do mundo como na relação de Deus com o homem, de forma que o homem possa entender, conhecer e experimentar os atributos divinos. Mas, de acordo com o Sr Pseudo, essa experiência surge pela capacidade de percepção e sentidos que o homem possui (que por sinal possui muitas limitações) através de nomes ou conceitos que indicam propriedades atribuídas a Deus em determinadas ações. Assim, o nosso entendimento de que "Deus criou o mundo logo Deus é bom" e "Deus amou o mundo logo Deus é amor" são exemplos de atributos divinos. Mas como Deus transcende toda razão humana e não deve haver semelhante ser, a melhor forma de comunicar os seus atributos, de acordo com o Sr Pseudo, seria através destas nomeações que as ações divinas indicam. Ele sugere que, para se aproximar dos atributos inefáveis de Deus, é necessário primeiramente negar os "atributos comunicáveis" expressas nas Escrituras. Ainda que se apropriar desta "teologia negativa" seja um tanto obscuro, esta seria a melhor forma sobre como poderíamos nos aproximar do verdadeiro entendimento sobre atributos inefáveis de Deus. Portanto, negar atributos de Deus, como dizer "Deus não é bom", seria o primeiro passo para entender Deus em sua absoluta transcendência. Não parece fazer muito sentido pra mim.

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    Pseudo-Dionísio, o Areopagita

    Teólogo e filósofo neoplatônico cristão de expressão grega, mas de origem desconhecida, dito também Pseudo-Dionísio ter assumido o nome daquele Dionísio Areopagita, ao qual o Apóstolo Paulo converteu ao cristianismo pelos anos 50 de nossa era, por efeito de seu discurso no Areópago de Atenas. Gozou de grande autoridade no decorrer de toda a Idade Média, porque se supunha contemporâneo dos primeiros cristãos. Mais precisamente, o autor pode ter vivido na Síria, talvez um bispo por causa da maneira respeitosa de se referir às autoridades da Igreja. As suas obras proporcionaram uma importante contribuição ao estudo da filosofia da religião, também no Ocidente, onde circularam em versão latina. Destacaram-se até pelos títulos: Sobre os nomes divinos (De divinis nominibus, na tradução latina); Sobre a teologia mística (De mystica theologia, na versão latina); Sobre a hierarquia celeste (De coelesti hierarquia, na titulação latina); Sobre a hierarquia eclesiástica (De ecclesiastica hierarquia). Foi de um nível de pensamento superior entre os cristãos. Sua orientação é neoplatônica e reproduziu textos (480-485) de Proclo, sem todavia mencioná-lo pelo nome. Particularmente estabeleceu a plena espiritualidade dos anjos, contrariando ao agostinianismo e aos platônicos cristãos em geral, os quais supunham haver uma matéria sutil em todas as criaturas.

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