O estigma de L. (Coleção: Valsa de Esquina #2) -

    Leonor Cione

    Quelônio
    2017
    122 páginas
    4h 4m
    ISBN-13: 9788593229206
    Português Brasileiro

    O estigma de L. conta a história de Liliana, que sofre de amnésia severa e está internada há 19 anos em um sanatório. Os capítulos levam o nome dos meses do ano. Ao longo de doze meses, acompanhamos o surgimento das lembranças e a rotina de L., Lili, Liliana (o nome da protagonista aparece na história aos poucos, como os fatos que ela rememora). Em um primeiro momento, ela não lembra quem é, como foi parar ali, o que fez. Terá filhos, marido, pai e mãe vivos? O que terá acontecido com sua família? Por que ninguém a visita? À medida que lê e relê as páginas de um almanaque, Lili recobra parte da memória, redescobrindo os acontecimentos do passado, os eventos que possivelmente levaram à sua internação e o estigma que recai sobre ela. Segundo volume da Coleção Valsa de Esquina, de novos autores, em prosa e poesia. O livro vem acompanhado de um mini almanaque, que se inspira nas antigas publicações de variedades. O almanaque que a protagonista lê no romance vem encartado no livro. A autora escreveu os textos de todas as seções do Almanaque Elixir Guaranix, e a editora de arte da Quelônio, Sílvia Nastari, assina o design da publicação, que reconstitui a estética de um almanaque dos anos 1950.

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    Juliana Tavares14/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O peso do passado

    Dizem que a ignorância é uma bênção e isso fica nítido depos de ler "O estigma de L.". Muitas vezes queremos saber a verdade, a nossa verdade, mas nos esquecemos que ela vem com uma dose cavalar de realidade. E a realidade nem sempre é doce, simples e inofensiva. Cada um de nós tem a possibilidade de livrar-se do peso do passado ?aceitando que ele está em uma realidade da qual não temos controle e que, portanto, não pode ser alterada ? ou de carrega-lo como uma cruz numa Via Crucis sem fim. O fato é que o passado, por mais real, doloroso e vergonhoso que seja, tem que ficar no passado, que é seu lugar de direito. Trazê-lo ao presente ou, o que é pior, para o futuro é um erro gravíssimo.

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