When My Name Was Keoko

    Linda Sue Park

    Harcourt Brace and Company
    2012
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9780547722399
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    Ghinggis Khan picture
    Ghinggis Khan19/04/2025Resenhou um livro
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    Kamikazes coreanos, samurai e vassourinha

    Este livro é mais direcionado ao publico jovem e apresenta grande riqueza histórica e nos prroporciona uma experiência única com capítulos intercalados de dois personages que relatam suas diferentes visões e respostas frente ao cenário de ocupação militar da Coreia pelo Japão. A leitura é muito fluida, mas nem por isso deixa a desejar quanto a sua firmeza em representar os sentimentos de um povo que se viu culturalmente dominado, tendo sua voz silenciada, sendo privado de seus cargos, da produção de seu trabalho e até mesmo de sua própria identidade. Algumas passagens são angustiantes porque, embora o livro em si seja fictício, ele representa muitas estórias reais de uma maneira, inclusive, mais soft do que deveras foram. Vale ressaltar que muitos kamikazes eram jovens coreanos que foram ludibriados pelos japoneses e se alistaram no treinamento militar pela promessa de que sua família receberia recompensas e alimentos (relembrando que era uma época de grande escassez onde o arroz, bem mais precioso, era enviado ao Japão para manter seus exércitos). Eles nada sabiam acerca da missão suicida que estava em pauta. Outros sofreram grande lavagem cerebral e optaram por lutar em nome do Império Japonês. As estórias são diversas. Devido a politica de assimilação forçada imposta pelo Japão e que consistia, dentre muitas outras coisas, na mudança de nomes coreanos para japoneses, infelizmente é dificil, senão impossível, rastrear os coreanos que tiveram este infeliz destino. Que seus espíritos tenham encontrado a paz e liberdade da qual foram privados enquanto em vida. O livro também menciona Sohn Kee Chung, medalhista coreano nas olimpíadas de 1936 que foi obrigado a correr sob identidade japonesa e fazer discurso humilhante. A foto dele causa revolta. Surge um sentimento de reescrever a história em uma versão onde ele apareça de cabeça erguida segurando com orgulho sua bandeira nacional. Mas, ao mesmo tempo, ela transmite a força de todo povo coreano, que mesmo sob esse grande cenário de opressão se utilizou das formas mais simples de resistência. O vaso de planta que ele segura ajuda a esconder a bandeira que não lhe representa. Diferentemente da Alemanha, o Japão, até o presente momento, ainda não apresentou pedido de desculpas e parece esperar com a paciência digna de um samurai que o restante das vitimas da era colonial coreana dêem seu ultimo suspiro para que ele possa enterrar de vez seus atos hediondos embaixo de seu tatame enquanto continuam a vender ao mundo sua cultura e seus valores voltados a “honra, caráter e disciplina”. O Japão esconde a parte desagradável de seu passado do curriculo escolar mas a História nunca será silenciada.

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