O limite da Liberdade é a própria Liberdade.
Em A Idade da Razão, o primeiro volume da trilogia Caminhos da Liberdade, Mathieu é um professor de filosofia cuja amante, Marcelle, engravidou. Esse fato, aparentemente banal nos dias atuais, trazia uma série de consequências sociais como o ostracismo ainda vigente na França de 1950. A decisão de abortar ou se casar leva o personagem numa busca existencial em que a principal pergunta era "Quero ou não quero?".
Em sua decisão, mais que a fantasia de amor por Ivich ou a inveja de Boris, é a formação da pressão social e da moral que o impelem ora para um lado ora para outro. O autor, porém, infere a noção que Mathieu não levou em conta o livre-arbítrio dos outros personagens. Assim, ao finalmente tomar uma decisão, vê seus planos logrados por Daniel e Marcelle, ambos conscios de seus direitos de escolha.
É uma leitura densa, mais focada no Existencialismo do que na literatura. Absolutamente diferente dos romances-filosóficos atuais como O Mundo de Sofia e similares.
Recomendo aos apaixonados pelo tema.