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    Manicômios, Prisões e Conventos -

    Erving Goffman

    Perspectiva
    2002
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 8527302020
    Português Brasileiro
    4.2
    199 avaliações
    Leram463Lendo218Querem990Relendo5Abandonos27Resenhas10
    Favoritos22Desejados990Avaliaram199

    Privado da vida comunitária, como se manifesta o indivíduo? Goffman, emérito sociólogo de Berkeley, responde de modo polêmico, amparado por grande massa de dados e ampla informação sociológica: o segregado atua de modo semelhante, seja qual for a razão do isolamento ? vocação, punição ou doença mental. Um ponto de vista abalizado e inovador sobre uma questão-chave do mundo contemporâneo, Manicômios, Prisões e Conventos é agora reeditado pela Editora Perspectiva, que se orgulha em tê-lo em sua coleção Debates.

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    Layla Rocha29/01/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Erving Goffman traz uma análise perfeita sobre a rotina das instituições de cárcere. O autor explica em pormenores todo o trajeto do indivíduo até chegar ao isolamento total ou parcial, e os conceitos apresentados durante a obra me fascinaram e me apresentaram uma nova perspectiva. Como estudante de psicologia, fiquei extremamente empolgada. Acho que é impossível você passar por "Manicômios, prisões e conventos" e não alterar minimamente o seu ponto de vista acerca desses submundos. Para ilustrar suas dissertações, Goffman traz um bibliografia riquíssima e mescla com depoimentos de pessoas que passaram por essa situação. Algumas passagens, principalmente aquelas que envolvem a Segunda Guerra Mundial e os campos de concentração, são muito comoventes. Criminosos, doentes mentais, funcionários, tudo é dissecado pra que o leitor possa ter uma visão ampliada sobre o tema, fugindo do senso comum e da nossa zona de conforto. É, por vezes, uma leitura inquietante. Porém, recomendo pra pessoas que já tenham uma bagagem de conhecimento bem avançada, ou um currículo acadêmico extenso. Acredito que minha maturidade pra uma leitura tão densa seja ainda muito pouca, valendo mais a experiência do que a obtenção de conhecimento bruto. Demorei meses pra conseguir terminar de ler, fazendo longas pausas e mesclando com outros livros mais leves, cheguei até em pensar em abandoná-lo, mas diante de tanta riqueza acabei perdendo a coragem. A linguagem é extremamente cansativa, e a edição não colaborou colando a fonte muito pequena, o que me deu muita dor de cabeça. As notas de rodapé muito extensas também dificultaram o ritmo de leitura, e o texto ficava meio "quebrado". Ao fim, fiquei com a sensação de não ter absorvido nem metade da mensagem da obra, o que é uma pena, certamente, mas o que ficou com certeza será bem utilizado. Para uma leitura descompromissada, "Manicômios, Prisões e Conventos" é desaconselhado, mas para quem se interessa pelo tema e se permite mergulhar verdadeiramente nesse universo, arrisco dizer que é uma das melhores pedidas.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 199
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
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    Erving Goffman

    Erving Goffman foi um sociólogo canadense. Estudou nas universidades de Toronto (B.A. em 1945) e de Chicago (M.A. em 1949, Ph.D. em 1953). Estudou a interação social no dia-a-da, especialmente em lugares públicos e teve importante papel na Antipsiquiatria e Luta Antimanicomial no Brasil, graças à suas colocações sobre a função social da Psiquiatria em nossa sociedade. Em 1977 obteve o prêmio Guggenheim. Foi presidente da Sociedade Americana de Sociologia, em 1981-1982. Efetuou pesquisas na linha da sociologia interpretativa e cultural, iniciada por Max Weber. Em <i>A Representação do Eu na Vida Cotidiana</i>, Goffman desenvolve a idéia que mais identifica a sua obra: o mundo é um teatro e cada um de nós, individualmente ou em grupo, teatraliza ou é ator consoante as circunstâncias em que nos encontremos, marcados por rituais posições distintivas relativamente a outros indivíduos ou grupos.

    6 Livros
    33 Seguidores
    Alberta, Canadá

    Erving Goffman