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    Space Opera (Space Opera #1) -

    Catherynne M. Valente

    Saga Press
    2018
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 1481497499
    3
    5 avaliações
    Leram8Lendo2Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    A century ago, the Sentience Wars tore the galaxy apart and nearly ended the entire concept of intelligent space-faring life. In the aftermath, a curious tradition was invented—something to cheer up everyone who was left and bring the shattered worlds together in the spirit of peace, unity, and understanding. Once every cycle, the civilizations gather for Galactivision—part gladiatorial contest, part beauty pageant, part concert extravaganza, and part continuation of the wars of the past. Instead of competing in orbital combat, the powerful species that survived face off in a competition of song, dance, or whatever can be physically performed in an intergalactic talent show. The stakes are high for this new game, and everyone is forced to compete. This year, though, humankind has discovered the enormous universe. And while they expected to discover a grand drama of diplomacy, gunships, wormholes, and stoic councils of aliens, they have instead found glitter, lipstick, and electric guitars. Mankind will not get to fight for its destiny—they must sing. A band of human musicians, dancers, and roadies have been chosen to represent Earth on the greatest stage in the galaxy. And the fate of their species lies in their ability to rock.

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    Cheiro de Livro18/06/2019Resenhou um livro
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    Space Opera – Catherynne M. Valente

    E se a sobrevivência da raça humana dependesse de um cantor decadente, daqueles que tiveram um sucesso que nunca mais conseguiram repetir? Humor na Ficção Científica pode não ser tão raro quanto se pensa, mas é difícil de fazer. Segundo o enciclopédico John Clute, geralmente é um humor pessimista, feito em cima de personagens comuns atormentados pelas circunstâncias, tentando encontrar sentido e justiça num Universo indiferente. Space Opera, de Catherynne M. Valente (ainda sem edição em português), tem isso tudo, mas em primeiro lugar é divertidíssimo. O título já é um trocadilho: é o nome do sub-gênero de aventuras espaciais, e ao mesmo tempo remete à música. No universo de Valente, depois de várias guerras espaciais entre diferentes espécies, decidiu-se implantar um teste pasra determinar quais são as espécies realmente inteligentes: um concurso galáctico da canção! A espécie que ficar em último lugar será simplesmente eliminada, seu planeta devastado para que outra espécie possa se desenvolver ali. A disputa é inspirada no cafonérrimo concurso da vida real Eurovision, que todos os anos escolhe os “melhores” da canção europeia. Para defender a Terra e a sobrevivência da raça humana, os alienígenas escolhem uma banda (fictícia) já esquecida de glam-rock, Decibel Jones and the Absolute Zeros. É uma referência direta a David Bowie na fase Ziggy Stardust (o sobrenome verdadeiro de Bowie é Jones). Só que a banda já foi desfeita, o vocalista tentou carreira solo sem sucesso, e as chances dos terráqueos não parecem muito boas… Impossível não comparar com O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, que também gira em torno de um terráqueo levado a conhecer um universo que ele nem imaginava, com situações e criaturas absurdas. A narrativa de Cat Valente é delirante, a ponto de às vezes me fazer voltar e reler um parágrafo pra conseguir acompanhar os voos de imaginação da autora. Ela realmente incorpora no texto os delírios lisérgicos do glam rock em volume máximo. Mas nem tudo é glitter: as injustiças da nossa história pesam, e perto do clímax Valente descortina um futuro próximo sombrio, consequência direta da nossa política atual, e de repente o livro dá um salto pra um outro patamar. Nossos vizinhos na galáxia não são muito melhores: no fundo são todos igualmente egoístas e hipócritas. E a possível redenção do cantor esbarra num drama pessoal e na perda que havia destruído a carreira dele no passado. Todos – o cantor e Humanidade – dependendo de uma música, uma performance perfeita, pra ter uma segunda chance. Pena que Bowie não esteja mais aqui no planeta pra gravar “Everything Just Gets So Fucked Up Sometimes.”

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    Catherynne M. Valente

    Catherynne M. Valente is a Tiptree–, Andre Norton–, and Mythopoeic Award–winning novelist, poet, and literary critic. She graduated from high school at age 15, going on to UC San Diego and Edinburgh University, receiving her B.A. in Classics with an emphasis in Ancient Greek Linguistics. She then drifted away from her M.A. program and into a long residence in the concrete and camphor wilds of Japan. She currently lives in Maine with her partner, two dogs, and three cats, having drifted back to America and the mythic frontier of the Midwest.

    45 Livros
    25 Seguidores
    Washington, Estados Unidos

    Catherynne M. Valente