Comer é um ato fisiológico, antropológico e cultural, mas é também emocional e simbólico. Num plano psicológico, o que cozinhar e comer revela sobre nós e sobre o mundo? Este livro é para aqueles que querem refletir sobre o ato cultural de alimentar-se em seu significado psicológico mais profundo, explorando as metáforas que esse gesto diário e seus processos originam para nos ajudar a entender melhor a centralidade da comida e da fome na vida de todos nós.
O Banquete de Psique - Imaginação, cultura e psicologia da alimentação
Gustavo Barcellos
Muito interessante
Um livro muito interessante para quem gosta da área da alimentação porque discorre sobre a ambientação na hora de se alimentar, fazendo um paralelo com a psicologia e os arquétipos junguianos. “Este livro é para aqueles que querem refletir sobre o ato cultural de alimentar-se em seu significado psicológico mais profundo (...) É um estudo de psicologia da imaginação gastronômica. Sonhos doces, verdades amargas, realidades salgadas, relações apimentadas, situações picantes compõem a psicologia da alimentação muito antes que se instalem os transtornos alimentares propriamente ditos.” Os capítulos são divididos como se fossem um cardápio, literalmente, o que achei bem interessante. Menu: Antepasto para uma reflexão Traz uma reflexão do autor onde questiona: “Hoje existem inúmeros livros sobre história, antropologia e mesmo psicossociologia da alimentação, e o enorme volume de trabalhos acadêmicos sobre a sociologia da alimentação, da comida e dos hábitos à mesa formam uma biblioteca imensa à disposição do pesquisador. Comer é um ato fisiológico, antropológico e cultural, mas é também emocional e simbólico. Num plano psicológico, o que cozinhar e comer revela sobre nós e sobre o mundo?” Entrada Na entrada Victor Palomo, psiquiatra, nos conta como surgiu a ideia do autor sobre uma palestra e o brilho no olhar ao decidir o tema: “jamais me esquecerei da luminosidade do olhar de Gustavo naquele momento e me contento de, somente agora, poder revelar...” Mesa Neste capítulo que inicia com “A imaginação da oralidade” desde quando somos bebês, aquela fase que tudo é através da boca, passando descobrimento do gosto, as comidas dos deuses e nas religiões, na afetividade da comida, técnicas e processos, ambientação com utensílios na mesa e cozinha, temperos e temperamentos e por fim a cocção final. Sobremesa Não tem como faltar sobremesa no cardápio né? Conta sobre a doçura do açúcar em nossas mesas e o amargor da escravidão que mudou vidas inteiras por causa da plantação da cana. Como o açúcar se transforma e é usado de diversas maneiras e até chegar à cachaça, está sendo muito premiada e cobiçada pelos estrangeiros. Caderno de receitas Para não ficar com aquela vontade de pedir as receitas do menu, aqui tem algumas receitinhas fáceis e apetitosas, que foram testadas e aprovadas pelo autor e pela Ângela Teixeira, ele diz: “como uma pequena demonstração de uma culinária envolvente, que inclui memória, conforto, afeto e simplicidade.” O que eles chamam de comida de alma. Ao longo dos subtítulos que vão passando pela profissão de cozinheiro, nutricionista, a comida caseira e assimilando sobre as diversas formas de se alimentar desde a cozinha afetiva, comfort food, slow food, Fast food, junk food, ayurvédica e até as comidas dos orixás. Vou falar por mim agora... eu li as 179 páginas desse livro em 4 horas e se tivesse mais páginas seguiria lendo por mais 4 porque é realmente interessante. Recomendo a leitura para estudantes de gastronomia e nutrição.
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