O complexo de Portnoy Trinta e seis anos depois, a história de Philip Roth sobre o rapaz oprimido pela mãe judia segue vigorosa. Quando foi lançado, em 1969, O Complexo de Portnoy (Companhia das Letras, 264 págs) causou polêmica. Nem poderia ser diferente. Em plena época da liberação sexual, o autor Philip Roth apareceu com um livro em que a masturbação é a válvula de escape da sexualidade do personagem e deixa transparecer em suas páginas temas como o complexo de Édipo e até um incesto virtual. Sucesso de vendas na década seguinte, desde então a obra andava um tanto esquecida. O Complexo de Portnoy não envelheceu. O drama do rapaz dominado pela mãe, uma tradicional matriarca judia, permanece com seu vigor inalterado e apresenta uma envolvente narrativa em primeira pessoa. Alexander Portnoy, agora com 30 anos, conta ao psicanalista as agruras da marcação implacável que sofria de sua mãe, da qual eram vítimas também o pai, um inofensivo vendedor de seguros, e a irmã mais velha. Philip Roth imprime um tom bem-humorado que eventualmente provoca gargalhadas, mesmo que o sabor final seja amargo. É na discussão das relações opressivas, representadas pela claustrofóbica presença materna, que reside a força do livro. As conseqüências que a formação sexual confusa e o complexo de Édipo irão ter na vida adulta de Alex são perturbadoras. É o que torna esse livro mais atual do que nunca. O inimigo é a mãe
Portnoy's Complaint -
Philip Roth
Bantam Book
1969
195 páginas
6h 30m
ISBN-1: 0
Edições (1)
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