Soren Kierkegaard. Subjetividade, Ironia e a Crise da Modernidade -

    Jon Stewart

    Vozes
    2017
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788532655486
    Português Brasileiro

    Este livro examina a vida e a obra desse famoso escritor religioso dinamarquês. Kierkegaard foi uma figura singular que tem inspirado, provocado, fascinado e irritado as pessoas desde os tempos em que andava pelas ruas de Copenhague. No fim de sua vida, Kierkegaard afirmou que o único modelo que ele teve para sua obra foi o filósofo grego Sócrates. Este livro faz dessa declaração seu ponto de partida. Jon Stewart investiga o que Kierkegaard quis dizer com essa afirmação, e mostra como diversos aspectos de seus escritos e de sua estratégia argumentativa remontam a Sócrates.

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    Kaique Nunes picture
    Kaique Nunes25/03/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nesta maravilhosa obra, o filósofo e historiador da filosofia Jon Stewart explora a vida e pensamento do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard. O relativismo, o subjetivismo e o niilismo são tipicamente problemas filosóficos modernos que emergem com o colapso dos valores, costumes e modos de vida tradicionais. O resultado é a ausência de significado, o lapso da fé religiosa e o sentimento de alienação tão difundido na modernidade. Kierkegaard analisou profundamente esse complexo fenômeno da modernidade. Surpreendentemente, porém, ele busca uma visão desse fenômeno não em qualquer pensador moderno, mas sim em um antigo, o filósofo grego Sócrates. Stewart nos ajuda a entender como o dinamarquês lidou com os problemas associados ao relativismo, a falta de significado e o enfraquecimento da fé religiosa, ou seja, com os problemas da vida moderna. O autor tem 3 objetivos principais: (1) mostrar que o pensamento de Kierkegaard é particularmente relevante em nosso cenário atual; (2) demonstrar que Kierkegaard ganhou muitas de suas atitudes e percepções de Sócrates; (3) explicar o conceito de “ironia” e demonstrar que ele é uma conceito-chave e sua filosofia. Atualmente, especialistas discutem se Kierkegaard era um filósofo, um teólogo, um escritor inspirado, um autor literário, um psicólogo, ou outra coisa completamente diferente. No fim das contas, foi um pouco disso tudo, e sua maneira de escrever altamente criativa torna difícil dizer exatamente que gênero estava usando, ou a que área acadêmica ele pertencia. Essa característica de sua escrita se reflete na complexa história da recepção de seu pensamento. Suas obras têm sido enormemente influentes em vários campos, por exemplo, filosofia, teologia, ciência da religião, teoria literária, estética e psicologia.

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