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    Corpo Insurrecto -

    Luiza Neto Jorge

    Escrituras
    2008
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788575313084
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    O selo Escrituras, dentro da Coleção Ponte Velha, edição apoiada pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), publica Corpo Insurrecto e outros poemas, de Luiza Neto Jorge, organizado por Floriano Martins e ilustrações de Valdiney Souza Suzart. Quando publicou seu primeiro livro, A Noite Vertebrada, em 1960, Luiza Neto Jorge não podia saber que a poesia portuguesa se aproximava de um momento de cintilação muito particular, que passaria por uma fortíssima consolidação das grandes linhas fundadoras da poesia moderna. E menos ainda poderia supor o quanto ela própria viria a ter, neste contexto, um papel de inquestionável relevo.

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    Luiza Neto Jorge

    Luiza Neto Jorge foi uma tradutora e poetisa portuguesa. Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde foi fundadora do Grupo de Teatro de Letras, mas desistiu do curso e foi viver em Paris, onde permaneceu durante oito anos (1962-70). Ainda hoje é considerada a personalidade de maior destaque do grupo de poetas que se reuniu em torno do movimento Poesia 61, no âmbito do qual publicou Quarta Dimensão. Não foi essa, todavia, a sua estreia literária. O primeiro livro foi Noite Vertebrada (1960), a que iria seguir-se uma obra escassa mas de obrigatória referência. Fez adaptações de textos para teatro (Diderot, etc.) e colaborou com alguns cineastas, tendo escrito diálogos para filmes de Paulo Rocha e Solveig Nordlund, o argumentos de Os Brandos Costumes, de Alberto Seixas Santos (1975) e assistência literária em Relação Fiel e Verdadeira, de Margarida Gil (1989). Salvo poemas avulsos em algumas publicações, como é o caso da revista Colóquio-Letras, não publicou nenhum livro nos últimos dezasseis anos de vida. Encontra-se representada em quase todas as antologias de poesia portuguesa contemporânea (editadas em Portugal e no estrangeiro) e tem grande parte dos poemas traduzidos para diversos idiomas. Em 1993 foi coligida a obra completa. Foi casada com o tradutor e crítico teatral Manuel João Gomes (Coimbra, 1948-2007),[1] [2] [3] de quem teve um filho nascido em 1973, Dinis Neto Jorge Gomes, actor. Morreu em Lisboa em 1989, de doença pulmonar.

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