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    A hora morta (III A Hora Morta #1) - Volume 1

    Lisa Hallowey, Vitor Abdala, Cesar Bravo, Y. M Dias, Marcelo Milici, Marcelo Millici

    Luva Editora
    2017
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788593350085
    Português Brasileiro
    4.5
    20 avaliações
    Leram23Lendo1Querem27Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos2Desejados27Avaliaram20

    Por superstição ou coincidência do destino — julgar cabe a vocês — nesta sexta-feira 13, dia do azar, dos amaldiçoados e dos fãs do terror, eis que ganha vida III – A Hora Morta, a primeira antologia da Luva Editora, em parceria com o organizador Fernando Bins (autor do livro Os Olhos do Condenado). As surpresas não param por aqui: os astros César Bravo (Ultra Carnem) e Rô Mierling (Diário de uma Escrava) também irão compor a equipe, respectivamente, como escritor convidado e prefaciador. Chamada de Hora Morta, ou ainda Hora do Diabo, as 3h da manhã é famosa por ser um momento em que demônios e maldições ficam mais fortes. Não faltam relatos de pessoas atormentadas por pesadelos ou alegando que se veem presas em algum encanto maligno precisamente às 3h da madrugada. Segundo o cristianismo, isso acontece porque Cristo morreu às 3h da tarde, e a hora se tornou simbolicamente relacionada a Jesus. Então, seria a hora oposta, ou seja, a hora maligna, morta, do Diabo. Ninguém sabe ao certo a origem das maldições ligadas às 3h; tampouco se tem o conhecimento de como nasce uma. Desde um homem que, ao tirar a própria vida, amaldiçoa aquela que não correspondeu ao seu amor e, junto com ela, todas as filhas de sua geração. Ou um casa que, outrora, fora palco de uma chacina e ainda hoje enlouquece todo aquele que nela se arrisca a morar. Até o revólver que pertenceu ao maior e mais frio assassino da história brasileira e que, depois de sua morte, passou a roubar a alma de todo o que o utilizar. Não faltam histórias – dentre tantas diferentes crenças e versões – para relatar uma maldição que assombra algo, ou alguém, ou algum lugar.

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    Maria José Leite - Blog Pétalas de Liberdade picture
    Maria José Leite - Blog Pétalas de Liberdade03/10/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha dos volumes 1 e 2 para o blog Pétalas de Liberdade

    O Fernando Bins organizou o volume 1, com 26 contos, sendo 2 de convidados: o Cesar Bravo e a Rô Mierling (ambos tem livros publicados pela Editora Darkside). E o Vitto Graziano organizou o volume 2, também com 26 contos, sendo 3 de convidados: a Claudia Lemes (autora de Eu vejo Kate), o Marcos DeBrito (O escravo de capela) e a Soraya Abuchaim (A vila dos pecados). Os contos deveriam ter alguma ligação com uma lenda urbana e/ou com a chamada Hora Morta. Na antologia, temos contos para todos os gostos. Muitos mostrando os perigos que vem das águas, seja do mar, do rio ou de uma lagoa. Tem um no volume 1 que traz a figura do boto, ficou sensacional toque folclórico. Várias histórias trazem ligações com locais que serviram para aprisionar escravos, e é muito importante não esquecer de quanto sangue já foi derramado no passado do nosso país. Alguns textos mostram a maldade humana, que nem sempre sai impune. Outros nos deixam em dúvida se algo de sobrenatural aconteceu ou foram só alucinações causadas pelas drogas. Destacando alguns contos do volume 1: "A Feiticeira Do Teles" da Y. M. Dias me fez sentir a tensão de ter que voltar para casa numa madrugada do Rio de Janeiro. "Uma Pizza Para O Diabo" do Lauro Elme me deixou morrendo de dó do entregador, que no primeiro dia de trabalho já teve que fazer uma entrega sinistra. "Os Arranhões Do Manco" da Rândina da Cunha foi o que mais me causou temor nesse volume; a protagonista não deu atenção aos conselhos sobre como proteger a casa e começou a escutar um barulho estranho vindo do chão... E "Sem Palavrões Nesta Família" do Alex Rebonato é uma história que eu adoraria que mais pessoas conhecessem, para pensarem no peso das palavras. Não sei se já estava mais preparada para ler o 1° volume depois de ter lido o 2° (comecei pelo 2° na curiosidade para conferir meu conto), mas o fato é que achei as histórias do volume 2 mais fortes do que as do volume 1, enquanto que no volume 1 me pareceu ter alguns contos com uma escrita mais elaborada e no volume 2, a escrita era mais diversificada. Sobre as edições: as páginas são de um tom de cinza, a diagramação tem letras margens e espaçamento de bom tamanho, super confortável para a leitura. A revisão está bacana. A capa do 1° volume tem uma boneca e no 2°, a boneca está sem a cabeça e o fundo é mais avermelhado. Em ambos volumes, há obras de pintores clássicos (Sandro Botticelli, Fra Angelico e Dirck Bouts). Na primeira orelha constam os nomes dos contos, os nomes dos autores estão na última. No início de cada conto, há a foto do autor e uma minibiografia. medo é um negócio bem relativo, e cada leitor vai ter uma experiência de leitura com essa antologia. Não posso garantir que vocês vão ficar aterrorizados com cada conto, nem que não vão sentir medo algum com a leitura. O que eu garanto é que as edições são caprichadas e as histórias são super criativas. Eu acho que vale muito a pena ler III : A Hora Morta!

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    4.5 / 20
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    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas15%
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    • 1 estrelas0%
    Elisangela Domingos da Silva profile picture

    Elisangela Domingos da Silva

    Lisa Hallowey é o pseudônimo de Elisangela D. da Silva. Nascida em SP, já participou de algumas Antologias da Editora Illuminare e uma da Luva. Participou também de duas Oficinas Literárias da Editora Illuminare : Avenida Murkinesse 666 e Isolados. Ganhou o 1° Concurso Literário Internacional “Escritores Malditos” da mesma editora, ficando em 1° lugar com a Categoria Illuminare. Fez parte também da Coletânea de poemas sobre a Paz, com o livro Semente da Paz Internacional, volume I., recebendo o título de Agente da Paz. Também já foi colunista da revista Litere-se. E é membro da ABERST.

    10 Livros
    5 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Elisangela Domingos da Silva