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    Hatasu (Romance do Antigo Egito) - A Rainha do Egito

    Wera Krijanowskaia

    Conhecimento
    2009
    580 páginas
    19h 20m
    ISBN-10: 8576181045
    Português Brasileiro
    4.4
    45 avaliações
    Leram99Lendo9Querem158Relendo2Abandonos1Resenhas0
    Favoritos11Desejados158Avaliaram45

    Tão bela e incomum quanto a arquitetura de seu túmulo, que se destaca entre as pirâmides e mastabas de todo o Antigo Egito, é a figura de Hatasu, a extraordinária rainha egípcia que, contrariando o poderoso clero de Amon, ousou proclamar-se faraó do Egito após a morte de seu esposo e irmão Tutmés II. Bela e solitária, inteligente e intrépida, sumamente orgulhosa, mas apaixonada e sensível, ela escondia na alma um doloroso segredo intimamente ligado à incompreensível proteção que destinava aos hititas, de que nem mesmo Tutmés I, o pai que a adorava, jamais partilhou. Tendo Semnut como seu braço direito, enquanto luta contra as ambições do meio-irmão Tutmés III para conservar o cetro do Egito, Hatasu consegue, com incrível genialidade, submeter os revoltosos sacerdotes de Amon e conservar a paz no Egito. Entre amores, paixões e aventuras, surge a figura do enigmático príncipe Horemseb, o “feiticeiro de Mênfis”, responsável por escrever uma das páginas mais incríveis e nefastas da história egípcia. Isolado em seu palácio, e levando uma vida noturna de orgias e rituais satânicos a Moloch, o príncipe busca obter o tão desejado elixir da vida, e, para isso, conta com o auxílio de seu mestre – o poderoso hitita Thaadar. É em meio a esse cenário que a narrativa envolvente de Rochester faz reviver com maestria todo o explendor do Antigo Egito dos Tutmés. Fascinado desde a primeira página, o leitor irá entender então por que este é considerado um dos mais famosos romances de Rochester.

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    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia profile picture

    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia

    Sobre a vida de Wera Ivanova Krijanowskaia (ou Krijanowski, como ficou conhecida no idioma francês), têm-se escassas informações. O tradutor de "A Vingança do Judeu" para o idioma português relata, no prefácio da obra, que o espírito de Rochester escolheu e preparou a médium desde a infância, afim de cumprir a tarefa de propagação das verdades espirituais que o Espiritismo divulga e esclarece. Ambos estiveram juntos em várias encarnações. Relata também que Wera era jovem, filha de família russa muito distinta e que não obstante ter recebido uma sólida instrução no Instituto Imperial de São Petersburgo, não se aprofundou em nenhum ramo de conhecimentos. Segundo revistas europeias, sua mediunidade "consistia, principalmente, da escrita_mecânica, cujo automatismo lhe era tão peculiar que sua mão traçava as palavras com uma rapidez vertiginosa e uma inconsciência completa das ideias, narrando acontecimentos históricos desde épocas bastante remotas, com rara minúcia, beleza e autenticidade. Um senhor polonês que conheceu pessoalmente a médium relatou, há muitos anos, que ela foi rica e tinha até secretária. Encontrou-a, certa manhã, a recolher imensa quantidade de folhas de papel, ajudada pela secretária, inclusive caindo pelas escadas, repletas de palavras em péssima caligrafia, que ela havia escrito durante a noite toda em completo estado de inconsciência ou sono profundo. Wera não se lembrava de nada e colocava as folhas em ordem, decifrando o que estava escrito. Esse mesmo senhor viu Wera na miséria percorrendo as ruas e perguntando às pessoas se conheciam seus livros, tentando reeditá-los. Seu intento fracassou e sua filha faleceu de tuberculose, sob o rigoroso inverno eslavo, em tempos de fome e revolução. Entre 1885 e 1917 psicografou 51 romances assinados pelo espírito John Wilmot Rochester, dos quais alguns dos mais conhecidos em língua portuguesa são "O Faraó Mernephtah" e "O Chanceler de Ferro".

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    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia