Joseph Arthur de Gobineau nasceu de uma bem estabelecida família aristocrática.[2]Seu pai, Louis (1784 a 1858), era um oficial militar e ferrenho defensor da família real, e sua mãe, uma escrava oriunda das caraibas, era filha de um coletor de impostos sem nobreza. Vivendo em Paris, a partir de 1835, tornou-se funcionário público como secretário do escritor Alexis de Tocqueville, nomeado ministro, em 1849. Como diplomata, Gobineau serviu em Berna, Hanôver, Frankfurt, Teerã, Rio de Janeiro e Estocolmo. Tinha pretensões artísticas, tendo tentado ser escultor e romancista. Mas se celebrizou como ensaista ao escrever o Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas (1855), seu livro mais célebre, um dos primeiros trabalhos sobre eugenia e racismo publicados no século XIX. Segundo ele, a mistura de raças (miscigenação) era inevitável e levaria a raça humana a graus sempre maiores de degenerescência física e intelectual. É-lhe atribuída a frase: “Não creio que viemos dos macacos mas creio que vamos nessa direção”.
Adelaide (Coleção Saraiva #281) -
Arthur de Gobineau, Conde de Gobineau
Edições Saraiva
1971
140 páginas
4h 40m
ISBN-13: 9782702813331
Português Brasileiro
Edições (1)
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