Pré-Rafaelismo (Coleção Folha O Mundo da Arte #27) -

    Robert de la Sizeranne

    Folha de S.Paulo
    2017
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9788593876271
    Português Brasileiro

    Na Inglaterra vitoriana de meados do século XIX, radicalmente transformada pela Revolução Industrial, um grupo de artistas reagiu à sobriedade do Neoclassicismo e de sua matriz greco‑romana e renascentista propondo uma nova abordagem que recorria à iconografia medieval e aos pintores do século XV, anteriores a Rafael. Em franca oposição ao academicismo e aos cânones da arte britânica, e estreitamente ligados ao movimento Arts & Crafts, Dante Gabriel Rossetti, John Everett Millais, William Holman Hunt e Edward Burne-Jones, os principais nomes da Irmandade Pré-Rafaelita, favoreceram o realismo e os temas bíblicos e, defendidos por teóricos como John Ruskin, estabeleceram as bases que anos mais tarde iriam influenciar tanto o Simbolismo quanto o Art Nouveau.

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    Yasmin Kamil11/12/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Incrível!

    Este ano descobri o Pré-Rafaelismo como movimento artístico e finalmente entendi de onde tantas obras que eu já admirava fazia tempo vieram, e toda a sua razão de ser. O livro, que eu pensei que era contemporâneo mas é de um autor que morreu em 1932, tem um texto incrível, até com um toque de humor que eu jurava que era inglês, mas era francês haha, e passa por todo o panorama que originou esse movimento, desde a origem do trio principal, Rossetti, Hunt e Millais, até outros agregados e inspirados e o papel que críticos como John Ruskin tiveram pra que o estilo fosse bem sucedido depois do pesado ataque que sofreu, até do então Charles Dickens, que depois virou fã. Só me deixou mais apaixonada pelo Pré-Rafaelismo e admirada com as mentes geniais por trás de obras tão lindas, que durarão pela eternidade, trazendo uma máxima de Ruskin, de que nada no mundo é mais belo que a natureza e a arte. Minha única critica vai pra capa, que poderia ter sido Ofélia e não Marianna, ambas do Millais, e que poderia haver mais pinturas das mais famosas de Rossetti, que, afinal, foi o membro fundador e, cuja obra, ao meu ver, merecia mais destaque.

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