So much has been written about the most famous and successful band of all time and yet one story has not been told - the band's own story. Spanning their early lives, their rise to pre-eminence, and a year-by-year account of the golden period of fame right through to the break-up in 1970, THE BEATLES ANTHOLOGY is the Beatles' own book. To the never-before-disclosed recollections of Paul McCartney, George Harrison and Ringo Starr are added the memories of associates such as road manager Neil Aspinall, producer George Martin and spokesman Derek Taylor. Interwoven with these are the recollections of John Lennon, and almost all of these have never been published before. Add to this the astonishing collection of over 1,000 photographs drawn from the Apple Corps archive and The Beatles' own personal collections and you have a truly unique book. Created with their full co-operation, THE BEATLES ANTHOLOGY is nothing less than The Beatles autobiography.
The Beatles Anthology -
The Beatles
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Ver maisA história definitiva dos Beatles, contada pelos próprios Beatles.
Recentemente, o Disney+ disponibilizou o filme "Let it Be" em seu catálogo. Eu já era fã dos Beatles, porém, estava longe de conhecer toda a história dos Fab Four e esse documentário despertou em mim uma chama Beatlemaniaca, principalmente sobre como aqueles garotos simples de Liverpool se tornaram a maior banda de todos os tempos. Então fui atrás de alguns filmes, documentários e livros, e não foi difícil eu me deparar com o projeto "Anthology". Para quem não sabe, esse foi um projeto idealizado pelos próprios Beatles (os três restantes) no começo dos anos 90, que contaria a história pela perspectiva dos garotos (já nem tão garotos assim) de Liverpool. O projeto conta com, claro, um livro, três discos de outtakes e um documentário de oito episódios. O projeto apresenta tudo o que você queria saber sobre os Beatles, desde a história das canções, a relação entre os quatro, as revoluções e impactos que causaram na cultura mundial. Aqui temos relatos em formato de entrevista dos quatro membros, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e John Lennon. Este último já não estava mais vivo, devido ao triste assassinato que sofreu em 1980. Então seus relatos são de entrevistas antigas e recentes cedidas pela sua esposa, a polêmica Yoko Ono. O livro também conta com relatos importantes do assistente Neil Aspinall e o produtor George Martin, considerado por muitos como o quinto Beatle. O livro toca nos principais acontecimentos da carreira da banda. Desde o nascimento da The Quarryman, banda que John fundou em Liverpool com alguns garotos enquanto ainda era adolescente e que foi o catalisador para que ele conhecesse Paul, que entrou na banda um tempo depois. Além disso, foi Paul quem convenceu John a aceitar o pequeno George a tocar na banda. The Quarryman trocaram de nome algumas vezes, até chegarem na que conhecemos hoje, The Beatles! A banda viajava entre a Inglaterra e Hamburgo, lotando casas de show, se tornando um verdadeiro fenômeno, mas nada comparado ao que viria a se tornar em 1964, quando os Fab Four foram para os EUA se apresentarem no The Ed Sullivan Show, já com Ringo Starr na bateria. Depois dessa apresentação, a vida dos quatro nunca mais fora a mesma. A Beatlemania explodiu e eles ficaram conhecidos pelo mundo inteiro, se tornando a maior banda do planeta, título que ainda mantêm. Em 1965 a banda tem contato com Bob Dylan, artista que os próprios Beatles se diziam fãs por ele , e claro, devem ter se tornado ainda mais fãs quando Dylan lhe apresentou uma certa erva. Dylan escrevia músicas mais complexas e não deixava a melodia de lado, coisa que os Beatles ainda não faziam. As letras deles eram sobre amor, mas de uma forma superficial, sempre uma declaração e nada mais. Com isso, e a euforia que os Beatles sentiam ao redor da maconha, surgiram músicas que ficam no nosso imaginário até hoje, como "Help" por exemplo, que é claramente um pedido de "socorro" de John a respeito do assédio da mídia, dos fãs e da indústria fonográfica. Em seguida lançaram o álbum "Rubber Soul" que é considerado, inclusive por mim, o divisor de águas na história dos Beatles. Estes são apenas alguns dos causos que aconteceram nessa trajetória, mas o livro aborda ainda mais outras histórias, como a experiência da banda com o LSD, o nascimento do primeiro álbum-conceito da história, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", as filmagens malucas do também maluco "Magical Mystery Tour", um filme dos Beatles que ninguém gostou (eu gostei :p), as conturbadas gravações do "White Album", o fadado projeto "Get Back" e o último encontro da banda completa em estúdio nas gravações de "Abbey Road". O relacionamento deles com Brian Epstein, empresário e amigo que apostou tudo nos Beatles, mas acabou falecendo em 1967, deixando a banda sem rumo e totalmente a deriva, uma das principais razões pelo fim da banda. Também é notável a forte relação de irmandade que os quatro tinham uns com os outros, que considero o principal motor da banda. John, Paul e George se conheciam desde a adolescência e a amizade deles era tão forte que John dizia que ninguém o conhecia melhor do que Paul. Ringo, mesmo entrando mais tarde na banda, criou um laço forte com os outros três. O sentimento de amor entre eles era tão grande que se sentiam como irmãos. Eles faziam tudo juntos, até mesmo quando não precisavam, como irem a um retiro hinduísta na Índia por vontade de George. Ao longo do livro, vamos notando o sentimento de cada um a respeito dos eventos importantes da carreira como banda. Um exemplo, é de quando a Beatlemania estourou e milhares de jovens gritavam enlouquecidos pela mera presença dos quatro. Isso, obviamente não agradava nenhum deles, mas o sentimento de Paul era de gratidão, já George achava um exagero. Esses pontos de vista divergentes enriquecem a história e vemos que sim, os Beatles também são seres humanos. Tão humanos que cometem falhas e acertos, são elogiados e perseguidos. A música lhes deu dinheiro, fama e tudo o que quiseram, mas também lhes trouxe problemas, como a fala de John dizendo que os Beatles eram maiores que Jesus Cristo, a frase fora tirada de contexto e inflamada pela mídia, despertou revolta nos americanos mais cristãos. O caos em Manila nas Filipinas fora outro problema que poderia ter sido ainda mais grave. Apesar de continuarem trabalhando a todo vapor, esse estresse todo fez a tensão entre os quatro crescer, junto da pressão interna e externa com a criação da Apple Corps e os impostos altíssimos que precisavam pagar. Isso e mais as divergências criativas, resultou em brigas e discussões entre os quatro e afrouxou o laço das relações, os deixando cada vez mais distantes uns dos outros. Da metade para o fim da vida dos Beatles como banda, John Lennon abriu seus horizontes, e percebeu que ali talvez não fosse o lugar no qual queria estar. Um pensamento que para muitos é ilógico, mas John era ilógico, e isso fazia parte da genialidade do cara. Então seus interesses foram voltados às pautas que sua, ainda namorada na época, Yoko, lutava. Não vou entrar no assunto "Yoko Ono" aqui, pois não acho que caiba e o livro mesmo não trata desse assunto. Mas sim, Yoko fez parte da separação dos Beatles, porém ao meu ver, os Beatles já teriam se separado de qualquer forma. George também estava cansado de ser tratado como apenas o guitarrista, e suas composições eram sempre barradas por John e Paul e isso o frustrou tanto que sua visão a respeito da banda se tornou negativa, mesmo em 1969, com o lançamento do álbum "Abbey Road", onde as composições "Something" e "Here Comes the Sun", ambas de Harrison, se tornaram músicas clássicas da banda e as preferidas de muitos beatlemaníacos, como eu. Paul queria manter a banda unida, mas seu jeito mandão e sua divergência criativa não agradava nenhum dos outros três, que a essa altura já estavam cansados desse furacão. E ver Lennon e Harrison se desvencilhando cada vez mais, claramente o magoou. Ringo, apesar de isento na maioria das brigas, estava cheio dos desentendimentos entre seus amigos, e ver aquela relação de irmandade se perder o deixava cada vez mais decepcionado e descontente com o rumo que estavam tomando. A história vai apresentando as diferentes perspectivas de cada um e no final é perceptível a principal causa da separação: Os quatro eram geniais e queriam fazer o que bem entendessem, eles tinham esse direito individual, afinal, foram eles quem criaram essa coisa chamada "música pop". É natural que algo que cresça muito precise dar vasão por outros lados e foi isso o que aconteceu com os integrantes no final. Não dá para descrever o tamanho da importância dos Beatles no mundo, só posso comparar a uma força da natureza, que varre, invade e deixa marca no que toca. Beatles é literalmente TUDO o que vemos hoje na música, na arte, no cinema e claro em nossas vidas. Hoje, John e George já nos deixaram, mas o legado que construíram vai perdurar para toda a história da humanidade. Obrigado meninos, por tudo! Encerro esse texto enorme com um trecho da música "The End", que diz muito sobre a história da maior banda de todos os tempos: And in the end The love you take Is equal to the love You make - The Beatles
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