Aventuras na História Nº 175 (Dezembro de 2017) - Estado Novo - A outra ditadura

    não informado

    Caras
    2017
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Nesta edição: - Estado Novo A outra ditadura - Natal insólito - A tourada cibernética - Pagu, o ícone - 10 generais incompetentes

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    R .11/01/2018Resenhou um livro
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    Falar em ditadura nos remete ao governo militar estabelecido em 1964, mas antes disso outra ditadura se estabeleceu no país, o Estado Novo, entre 1937 a 1945, com situações similares ou mais severas (como a ausência de partido político), aclamadas por uns por certas realizações (salário mínimo, voto secreto e feminino, algumas grandes empresas), e também com histórias deploráveis de autoritarismo, manobras políticas e ideológicas. É a reportagem de capa da edição, que teceu considerações interessantes para leitores pouco familiarizados no assunto. Sei que há mais considerações importantes, mas o texto foi interessante na visão básica. Um dos pontos que achei curioso foi a mudança de direcionamento. No início, Getúlio Vargas flertava com os governos nazifacistas (chegando a enviar Olga Benário para morrer na Alemanha) e depois entrou na guerra ao lado dos EUA. Nisso aí tem coisa que o Brasil desconhece, naquele lance dos navios brasileiros torpedeados, pressão americana (ponto não abordado, mas que me veio em lembrança). Tenho certeza que existem coisas escusas. Outro aspecto curioso é uma das diferenciações entre as ditaduras. Na segunda as manifestações de artistas foram fundamentais na mobilização de repúdio, enquanto a primeira, em outro contexto de época, procurou conquistar o públicos, apoiando vários artistas renomados (Carmem Miranda, Villa Lobos, Ary Barroso). Os que eram opositores eram perseguidos e presos, torturados, com destruição de suas obras (como aconteceu com Jorge Amado). A guerra foi decisiva para o fortalecimento (usada em um patriotismo ufanista, desviando atenções) e o final enfraqueceu também a ditadura. Foram citados locais de detenção política e lembrei de uma base militar em meu Estado (não citada) que se prestou a isso também pelo isolamento - Clevelândia do Norte, no Oiapoque. Outras coisas curiosas foram: - Breve biografia de Pagu - Uma das perseguidas pelo Estado Novo por sua militância política comunista e ideais inovadores em seu contexto de época, como escritora, jornalista, artista, poeta, desenhista e até mesmo influenciadora fashion). - Os deuses do Natal - Eita! Já me agonio em ver o povo aclamando figuras como Papai Noel (que tem uma estampa ridícula para nosso clima, com boneco de neve e tudo), imagina se pegasse a moda do Caganer (bonecos cagando, também com reproduções gigantes em shopping no Natal e por aí). E tem outros similares a demônios, bruxas e outras esquisitices, que como todos sabem vem de ritos e crenças pagãs. Não tem nada a ver com a mensagem do verdadeiro Natal. - A origem etimológica dos nomes das capitais dos Estados também foi legal. Macapá significa Terra das Bacabas (uma palmeira parecida ao açaizeiro, que também produz vinho do fruto, mas com menor sucesso que o açaí - eu não gosto.). Curti a leitura.

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