O único e aclamado romance de Oscar Wilde é muito citado em listas de “livros favoritos” ou “leituras essenciais”, diferente de outras peças e contos do autor, o romance gótico sombrio bebe na fonte do mito do Narciso, e não decepciona tratando temas como pecado, vaidade, purificação, penitência, beleza e o sobrenatural.
Essa obra prima já foi algumas vezes adaptada para o cinema mas, ficando longe do qualidade e impacto que a leitura do texto original provoca.
Clássico que para ser entendido por completo é preciso conhecer a biografia do autor, que foi condenado por “indecência e imoralidade” e O retrato de Dorian Grey foi usado como prova no julgamento.
Nessa verão “censurada” o autor adiciona capítulos e trechos explicando o cenário, a sociedade, histórias de personagens e suas
motivações, tudo para tentar desviar a atenção da homossexualidade explícita presente no livro. O plano falhou e infelizmente Wilde foi preso, saindo de lá pobre, falido, sozinho e doente morreu logo depois.
No livro Dorian um jovem bom, bonito e belo se encanta com sua própria beleza num quadro e “vende” sua alma para permanecer para sempre como é e o quadro envelhecer em seu lugar. A partir daí o jovem se corrompe cada vez mais tendo o quadro como espelho de sua alma.
É uma leitura fundamental e enriquecedora sobre a literatura gótica e os costumes e valores da sociedade moderna. arte pela arte, sem lições de moral o livro somente expõe as situações e conflitos, o que faz com que a história permaneça viva em nossa mente, mesmo após o término da leitura.