Habib Fraiha Neto
Médico, pesquisador, professor e historiador diletante. Graduou-se em Medicina em 1964, pela UFPA. No mesmo anos, constituiu família com Suely Conceição Noronha Fraiha, amada esposa que lhe haveria de dar três filhos: Salim, Sérgio e Rogério, hoje respeitados profissionais em suas áreas de atuação. A convite do professor Orlando Rodrigues da Costa, iniciou carreira no magistério superior em Parasitologia. Foi discípulo de Leonidas de Mello Rodrigues na Faculdade de Medicina da USP (1965), e de Carlos da Silva Lacaz no Instituto de Medicina Tropical da mesma Universidade (1966). Ao regressar a Belém, foi convidado por Miguel Cordeiro de Azevedo a integrar o quadro de pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (1967), onde durante anos chefiaria a Seção de Parasitologia. Dedicou-se à Entomologia Médica, integrando a equipe do programa de Leishmanioses sob a liderança de Ralph Lainson e Jeffrey Shaw. Ainda em 1967, especializou-se em Entomologia Geral e Sistemática no Museu de Zoologia da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, onde foi aluno de Hans Reichardt Filho, Nelson Papavero, Lindolfo Guimarães, Paulo Vanzolini e outros grandes nomes da Ciência Pura. Em 1970 foi discípulo de Oswaldo Forattini na Faculdade de Saúde Pública da USP, especializando-se em Entomoepidemiologia Médica. Ao longo dos anos quase 30 anos de pesquisa no IEC, descobriu a reinfestação do Brasil pelo Aedes Aegypti (2001); publicou vários estudos sobre taxonomia de flebotomíneos americanos, incluindo a descrição de oito novas espécies amazônicas e um levantamento da fauna antropófila da Rodovia Transamazônica; sobre a entomoepidemiologia da doença de Chagas na Amazônia, a epidemiologia da filariose linfática no foco de Belém, etiopatogenia e epidemiologia da síndrome hemorrágica de Altamira, os acidentes por contato com lepidóteros (pararama e larvas de Lonomia) e coleópteros (potós), as filárias parasitas de primatas não humanos da Amazônia Tropical e o escorpionismo na Amazônia Oriental. Ainda como pesquisador do IEC, dedicou-se à historiografia da campanha de profilaxia da gebre amarela em Belém, dirigida por Oswaldo Cruz, que resultaria na primeira edição deste livro em 1972. Dedicou-se ao restauro da memória do cientista paraense Gaspar Vianna, conduzindo as celebrações nacionais de seu centenário em 1985, do que resultaria a ereção de um monumento no campus da UFPA, a cunhagem de três medalhas comemorativas, e uma condecorativa, a criação do Museu Gaspar Vianna em dependência NPRH/UFPA e sua eleição como o Paraense do Século. Em 1986, foi Editor-Chefe do Museu Paraense Emílio Goeldi, cuja Direção conferiu-lhe os títulos de Colaborador Emérito e de Notório Saber, equivalente ao de Pesquisador Titular do CNPq. No ano seguinte, foi designado Coordenador do NPRH da UFPA. Em 1992, a UFPA conferiu-lhe o título de Doutor em Ciências Biológicas, por mérito de produção científica. Passou, então, a ensinar nos programas de pós-graduação em Ciências Biológicas e Doenças Tropicais. Dedica-se hoje à produção intelectual, cujo primeiro fruto é a presente edição. É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; membro efetivo da Sociedade Brasileira de Parasitologia; membro titular da Academia de Medicina do Pará, ocupante da cadeira Gaspar Vianna; membro titular da Academia Paraense de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, regional Pará. Curador do acervo Gaspar Vianna. Colecionador e historiadores de medalhística, moedas particulares e vales metálicos.