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    A Obra em Negro (Grandes Romances) - L´oeuvre au noir

    Marguerite Yourcenar

    Nova Fronteira, (RJ)
    1981
    332 páginas
    11h 4m
    ISBN-13: 9788520941706
    Português Brasileiro
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    [L'Œuvre au noir]: No século XVI, durante a Inquisição, o médico e alquimista Zénon Ligre é perseguido por suas idéias liberais... A autora de Memórias de Adriano debruça-se agora sobre a figura de Zênon, um personagem histórico "fictício" a um só tempo médico, alquimista e filósofo. Zênon é o símbolo vivo e dilemático do Renascimento, uma época para além de cujas fronteiras ele se projeta. Assim, ele vive conflitos com seus contemporâneos que o levarão à destruição. . . [...] "A Obra em Negro", romance de Marguerite Yourcenar que recebeu por unanimidade o prêmio Femina, traça o perfil de um período particularmente conturbado da história européia: o século XVI, quando a Idade Média cedia progressivamente lugar ao Renascimento. Zênon, alquimista, médico e filósofo, busca a Grande Obra, a posse da pedra filosofal - segundo os alquimistas, a pedra teria o poder de transmutar em ouro os metais mais ordinários. Só que a investigação alquímica, na fascinante personagem de Zênon, confunde-se com a busca de si mesmo, em meio ao obscurantismo, pestes, guerras, heresias e execuções. A obra em negro era o primeiro e mais difícil estágio da Grande Obra, e, em sua sede de conhecimento, Zênon precisaria atravessá-lo.

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    Marguerite Cleenewerck de Crayencour

    Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (anagrama de Yourcenar), foi uma escritora belga de língua francesa. Foi a primeira mulher eleita à Academia Francesa de Letras em 1980, após uma campanha e apoio activos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão. Foi educada de forma privada e de maneira excepcional: lia Jean Racine com oito anos de idade, e seu pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze. Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949. As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).

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    Marguerite Cleenewerck de Crayencour