[L'Œuvre au noir]: No século XVI, durante a Inquisição, o médico e alquimista Zénon Ligre é perseguido por suas idéias liberais... A autora de Memórias de Adriano debruça-se agora sobre a figura de Zênon, um personagem histórico "fictício" a um só tempo médico, alquimista e filósofo. Zênon é o símbolo vivo e dilemático do Renascimento, uma época para além de cujas fronteiras ele se projeta. Assim, ele vive conflitos com seus contemporâneos que o levarão à destruição. . . [...] "A Obra em Negro", romance de Marguerite Yourcenar que recebeu por unanimidade o prêmio Femina, traça o perfil de um período particularmente conturbado da história européia: o século XVI, quando a Idade Média cedia progressivamente lugar ao Renascimento. Zênon, alquimista, médico e filósofo, busca a Grande Obra, a posse da pedra filosofal - segundo os alquimistas, a pedra teria o poder de transmutar em ouro os metais mais ordinários. Só que a investigação alquímica, na fascinante personagem de Zênon, confunde-se com a busca de si mesmo, em meio ao obscurantismo, pestes, guerras, heresias e execuções. A obra em negro era o primeiro e mais difícil estágio da Grande Obra, e, em sua sede de conhecimento, Zênon precisaria atravessá-lo.

