Everything is falling apart in psychologist Tig Monahan's life. Her mother's dementia is wearing her out; her boyfriend takes off for Hawaii without her; and her sister inexplicably disappears, leaving her newborn behind. When a therapy session goes horribly wrong, Tig finds herself unemployed and part of the sandwich generation trying to take care of everyone and failing miserably. Just when she thinks she can redefine herself on the radio as an arbiter of fairness, she discovers a family secret that nobody saw coming. It will take everything plus a sense of humor to see her way clear to a better life, but none of that will happen if she can't let go of her past.
I like you just fine when you're not around -
Ann Garvin
Edições (1)
Ver maisGanhou um lugar especial no meu coração
Às vezes eu acho que sou uma leitora chata e exigente demais com os livros. Confesso que não espero menos que perfeição deles e que os escritores não vacilem no desenvolvimento. Sempre digo que não quero personagens direitinhos, mas me questiono se é verdade, pois personagens que pisam na bola me irritam. E às vezes nós mesmos não pisamos na bola com as pessoas? Aí um livro como esse cai em minhas mãos e eu vejo que não sou chata nem exigente demais. Tudo que espero de um livro é o mínimo que ele deva ser e que cumpra sua proposta: entreter - e não me frustrar. O que vi em I like you just fine when you're not around foi um livro escrito por uma escritora madura que conseguiu interpretar como a vida funciona e colocar no papel. Sem desculpinhas para vacilos de personagens centrais, sem ninguém engolindo sapo injustamente, principalmente, sem personagem masculino embuste. Li tanto livro com esse tipo de personagem - sem falar dos relatos verdadeiros que escuto - que estava chegando a conclusão que não tinha como escrever sobre homens fictícios de outra maneira, pois todos são uns encostos e maldições em nossa vida. A vida de Tig Monahan já viu dias melhores. O Alzheimer de sua mãe está progredindo mais rápido do que ela gostaria fazendo-a tornar a difícil decisão de internar sua adorada mãezinha numa casa de repouso. Ao mesmo tempo, seu namorado decidiu que era hora de tirar um ano sabático... no Havaí. E quer que Tig o acompanhe. Sua irmã mais velha, Wendy, não dá as caras e quando finalmente faz isso, percebe que ser mãe solteira, cuidar da mãe doente e ser criticada por Tig é mais do que ela pode suportar. Então Wendy foge do meio da noite, fazendo Tig acrescentar em sua lista de coisas a fazer/resolver cuidar de sua sobrinha. Tudo isso culmina num ataque de sinceridade durante uma sessão de terapia e... até seu emprego vai pelos ares. Tig é uma personagem maravilhosa e espirituosa. Saindo de uma sequência de YA, fiquei satisfeita de ver que todos os personagens tem mais de 30 anos - exceto Erin Ann, a neta de uma das residentes da casa de repouso onde a mãe de Tig e Wendy moram. - No momento, as responsabilidades estão pesando nas suas costas e ela precisa dividir o peso. Mas ao mesmo tempo em que ela quer ajuda, ela também é bem controladora e não quer perder o comando de nada. Assim, fica difícil as pessoas ajudarem. Wendy é do tipo porra louca que quando dava na telha, largava tudo pra lá. Quando se arrepende de ter abandonado a filha e retorna, ouve poucas e boas da irmã, mas também diz uma dúzia de verdades na cara de Tig e assim o equilíbrio é restaurado. Elas não são perfeitas, estão cientes disso, mas também não são injustas - uma característica que eu prezo muito nos livros. Pete preenche a necessidade de Tig de ter um companheiro independente e bom de cama e legal. Mas os dois têm estilos de vida completamente diferente - ele é mais atlético e vidrado em esportes radicais - e seus planos pro futuro que vão para caminhos opostos. Apesar da ideia de jerico dele de irem pro Havaí, ele não é um embuste e, felizmente, não faz coisas imperdoáveis durante o livro. Temos outros personagens masculinos na história, com importância, e eles também não são uns malas que fazem a gente pensar "que macho chato pra carai". O título do livro se refere a vontade de Tig de ter todos ao seu redor, mas uma vez que as pessoas não se comportam como no roteiro que ela tem em mente, ela gostaria que todos fiquem longe para não atrapalhar sua necessidade de ter tudo sob perfeita ordem e controle.
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