Break, Blow, Burn - Camille Paglia Reads Forty-three of the World's Best Poems

    Camille Paglia

    Vintage
    2005
    274 páginas
    9h 8m
    ISBN-10: B000XU8DFG

    Break, Blow, Burn: Camille Paglia Reads Forty-three of the World's Best Poems is destined to become a landmark. In it, America's premier intellectual provocateur explores and celebrates a series of great poems of the Western tradition, including some surprising discoveries of her own. She brings new energy and insight to our understanding of poems we already know, such as masterpieces by Shakespeare, Donne, Shelley, Dickinson, Lowell, and Plath.

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    Sofia01/04/2024Resenhou um livro
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    Break, Blow, Burn - Camille Paglia

    Camille Paglia é o cão que late mas não morde: nas opiniões artísticas e nas políticas. O livro consiste em leituras de 43 poemas, cada uma com mais ou menos três páginas. A autora se preocupa sobretudo em expressar como os poemas que ela analisa articulam uma ideia ou visão de mundo. As ideias favoritas da Camille Paglia são: existem experiências universais associadas à morte e à decomposição; há uma disputa natural entre mulheres e homens, entre pais e filhos; a relação do artista/criador com a natureza decadente é a priori problemática. A seleção dos poemas favorece esse ponto de vista; frequentemente, Paglia faz os poemas dizerem o que ela quer que eles digam. As análises se tornam repetitivas e previsíveis, e rendem pérolas como: uma pergunta parentética sobre a relevância da asma de Theodore Roethke para sua escrita (EU não sei, você que me diga!), uma digressão sobre as falhas do movimento feminista norte-americano em uma análise de Daddy da Sylvia Plath -- como se o poema de Plath pudesse formular um argumento ideológico que provasse ou refutasse o feminismo dos anos 1960. Isso é menos importante, mas, ao enfatizar as ideias dos poemas, Paglia muitas vezes se esquece de olhar para a linguagem, e para questões formais para além da estrutura geral do texto. A leitura final de "Woodstock" da Joni Mitchell, afetada e desnecessariamente longa, é simbólica desse problema. Meu sentimento ao longo do livro foi: não é porque você pode escrever algo que você deve. Paglia acrescenta muito pouco aos poemas que analisa, quando não os sufoca. (Um espaço para a minha pergunta parentética desnecessária: por que 43 poemas?) No geral, o livro deixa de ser interessante lá pela metade, e começa a se repetir e prolongar. Em seus pontos altos, "Break, Blow, Burn" faz pouco mais que uma paráfrase criativa. Recomendo para quem não lê poesia, e para aqueles que, por razões que me escapam, são fãs da Camille Paglia. 3/5.

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