Como este livro é somente o primeiro volume esta resenha será parcial já que ainda há muita informação a ser absorvida. Mas mesmo assim dá para escrever alguma coisa.
Primeiramente, cabe ressaltar algumas constações obtidas na leitura deste primeiro volume que me fizeram rever conhecimentos anteriores:
1) Não foi a revolução comunista de outubro de 1917 que depôs a monarquia czarista e sim a revolução ocorrida em fevereiro do mesmo ano.
2) Aparentemente, a família Romanov foi massacrada antes da revolução comunista (Outubro de 1917), porém pelas mesmas pessoas ou grupo que posteriormente insuflariam a revolução de outubro.
Quanto a Stalin sempre soube que ele tinha sido uma pessoa muito má e que tinha praticado muitas atrocidades mas, o livro mostra-nos outras características marcantes de sua personalidade. Ele era uma pessoa com complexo de inferioridade já que seus conhecimentos teóricos do marxismo e leninismo o deixavam em desvantagem no confronto com outros "companheiros de armas" tal como Trotsky. Esta situação era o suficiente para transformar em inimiga qualquer pessoa. Para desespero de seus inimigos, Stalin possuía uma memória de elefante e usou-a com frieza e crueldade no momento em que decidia que era chegada a hora de livrar-se de qualquer pessoa, mesmo as mais próximas.
O que mais me surpreendeu no livro foi ver como a roda do infortúnio funcionava celeremente, as pessoas mudavam rapidamente de papel, num dia eram o carrasco e no dia seguinte a vítima.
Apesar da leitura ser um pouco cansativa (levei 13 dias para lê-lo) creio que ainda assim vale à pena.