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    Marcatti 40 -

    Marcatti

    Ugra Press
    2017
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    11 avaliações
    Leram12Lendo1Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados4Avaliaram11

    Mais do que um mestre na linguagem das HQs, Marcatti é um ícone da cultura independente nacional. Não sem razão: além de escrever, desenhar e publicar as próprias histórias, ele imprime boa parte delas em casa, numa impressora offset Multilith de 1954. Seus temas também são peculiares. Transgressor por natureza, o autor desafia tabus e noções de bom gosto incorporando em seu trabalho altas doses de escatologia e toda sorte de bizarrices. Marcatti é um desses casos raros de artista que, fiel à sua visão, nunca fez concessões ou se rendeu a modismos. A originalidade, a integridade e a qualidade de sua obra projetaram seu nome para muito além do círculo dos quadrinhos. Em 2017, Marcatti completa 4 décadas de produção. Um cara assim merece uma homenagem. E uma homenagem no seu próprio estilo, ou seja: completamente alucinada! São 40 histórias do Frauzio, de 40 quadrinistas diferentes, além de extras.

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    Flavio Henrique Mendonça  picture
    Flavio Henrique Mendonça 06/02/2026Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Escatologia da nojeira

    Há bastante tempo ouço falar de Marcatti e de sua importância para o cenário autoral dos quadrinhos no Brasil. Por consequência, sempre tive uma enorme curiosidade de entrar em contato com sua obra, especialmente com o popular Frauzio. Foi assim que me deparei com a edição Marcatti 40, na loja Ugra, e decidi experimentar. Primeiramente, cabe dizer que esta edição não é de autoria direta de Marcatti, mas sim uma homenagem organizada por diversos artistas ao autor — o que pode ter influenciado diretamente o resultado da minha primeira impressão. E o que posso dizer é: não gostei. Achei a leitura apenas ok, com algumas tirinhas bobas demais. Não sei se o intuito era ser uma homenagem integral, mas, enquanto obra em si, realmente não funcionou para mim. Não tive grandes momentos de riso nem de ojeriza. A sensação foi a de ter lido algo experimental e escatológico, porém sem alma. Enfim, trata-se de uma bela edição. Gostei bastante dos desenhos — muitos dos artistas aqui presentes são excelentes —, mas, como obra, na minha opinião, ela não se sustenta. Talvez o problema não esteja exatamente no conteúdo, mas no formato. Como leitura inaugural de Marcatti, Marcatti 40 falha em apresentar a força autoral, o ritmo e o desconforto que tornaram o artista relevante. Funciona melhor como documento afetivo e histórico do que como porta de entrada para sua obra. Dito isso, sinto-me agora obrigado a ler os trabalhos originais de Marcatti para validar ou revisar minhas percepções.

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    3.8 / 11
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    • 4 estrelas45%
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    • 2 estrelas18%
    • 1 estrelas0%
    Francisco A. Marcatti Jr. profile picture

    Francisco A. Marcatti Jr.

    Paulistano nascido em 1962, Marcatti é reconhecido como o mais podre e alucinado quadrinhista que o Brasil se ressente de já ter visto. Contabiliza 40 anos de produção desde a publicação de sua primeira HQ em agosto de 1977 (revista “Papagaio” nº 1, lançamento independente). Dono de uma pequena máquina offset adquirida em 1980, esparramou repugnância em 37 títulos (como “Lôdo”, “Mijo”, “Pântano”). Apesar disso, em 1988, recebeu o troféu Jayme Cortez (AQC-ESP) em reconhecimento ao seu apoio aos quadrinhos nacionais. Nos anos de 1980, infectou revistas como Chiclete com Banana, Circo, Mil Perigos e Monga com seu trabalho. Também denegriu editoras como a Escala (“Frauzio”: 6 números, 200 mil exemplares, distribuição nacional em bancas), Opera Graphica, Devir e Conrad. Por essa última, publicou em 2005 “Mariposa”, livro que lhe rendeu o prêmio de “Ângelo Agostini de Melhor Roteirista” (AQC-ESP) e, em 2007, a aclamada adaptação da obra “A relíquia” de Eça de Queiroz. Em 2012, ano em que foi homenageado como Grande Mestre pelo Troféu HQMix, adquiriu uma sexagenária impressora offset com o propósito de disponibilizar toda sua produção de mais dequatro décadas e continuar no repulsivo propósito de fazer o que não deve. Na CCXP19, Marcatti lançará “Inês & Pedro”, obra produzida em parceria com a historiadora Libânia Molina de Souza.

    34 Livros
    5 Seguidores

    Francisco A. Marcatti Jr.