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    A saga de Gösta Berling -

    Selma Lagerlöf

    Cavalo de Ferro
    0
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9789896230272
    Português Brasileiro
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    Värmland, na Suécia, é famosa pela vida alegre e abastada dos ricos proprietários mineiros. O passatempo da moda é abrigar os aventureiros regressados das campanhas napoleónicas, homens viajados, com aventuras e experiências a partilhar que fazem deles o centro das atenções. Entre eles está Gösta Berling, muito mais novo e inexperiente, um padre renegado, jovem, brilhante, alegre, galante e sedutor. Berling conquista os corações de todas as mulheres e é um líder natural entre os homens. Numa dessas noites, Sintram, o ferreiro, aparece vestido de diabo e sugere um pacto que Gösta Berling deve assinar em sangue. Este é o começo do ano que vai marcar o fim de Värmland... Obra-prima da literatura europeia, escrito por Selma Lagerlöf, a primeira mulher a ganhar um prémio Nobel de literatura, este romance belíssimo cruza várias épocas e relatos que vão desde a lenda fantástica ao romance psicológico, da aventura histórica à fábula moral. Uma obra que segue a estrutura das sagas nórdicas e retoma de forma inteiramente original o tema do homem dividido entre o bem e o mal. Ver menos

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    Bruna Pedrosa picture
    Bruna Pedrosa25/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Saga de Gosta Berling

    Selma Lagerlof foi a primeira mulher a receber o Nobel de Literatura. Aliás, a história da atribuição do prémio já daria um bom livro, pois houve muita intriga, disputa e boicote por parte de alguns influentes membros do Comité Nobel (mais por ela ser cristã do que propriamente por ser mulher). No ano em que recebeu o Prémio a autora já era considerada fora da Suécia e sobretudo na capital intelectual da Europa na época, a França, um fenómeno literário tão grande que só restou aos seus opositores se retirarem vergonhosamente da cerimónia, cheios de indignação diante do sucesso da sua conterrânea mundo a fora. Ela é ainda hoje o maior nome da literatura sueca e seu rosto está presente em toda a sociedade (até na nota de 20 svenska kronor). É considerada a educadora da pátria por excelência. Esta simples professora primária elevou a literatura de seu país entre as grandes de todos os tempos, praticamente inventando um novo género literário. O Ministério da Educação pediu que se escrevessem manuais com os quais as crianças pudessem reconhecer e se interessar pela geografia sueca, mas em vez de simplesmente seguir os passos de uma cartilha escolar, Selma Lagerlof compôs um tipo de epopeia, unindo lendas fantásticas, mitos tradicionais com a história da fundação da Suécia e a própria geografia do país, com noções educativas de bem e mal para crianças e adultos sem moralismos angustiantes, tudo em meio às aventuras das viagens de Gosta Berling. A imaginação da escritora é uma coisa maravilhosa, tanto nos seus livros infanto-juvenis como nos seus romances e contos. A sua própria história de vida é muitíssimo interessante e vale a pena ler!

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    Selma Lagerlöf

    Selma Lagerlöf foi uma escritora sueca, nascida na província de Värmland, numa propriedade chamada Mårbacka, que seus pais administravam. Seu pai, o tenente Erik Gustaf Lagerlöf, era um homem alegre, original e divertido, e sua mãe, Luísa Wallroth, filha de um rico industrial da região. Em 1885, a família de Selma, mediante a doença do pai e as dívidas do irmão Johan, perdeu Mårbacka. Secretamente, Selma desejava trabalhar o suficiente para recuperar a propriedade da família. Foi auxiliada pela baronesa Sophie Lejonhufvud Adlersparre (Esselde), que a incentivou a publicar seus versos em Dagny, a revista literária feminista fundada por ela. Em 1890, participou de um concurso de contos com alguns capítulos de um romance que estava escrevendo, e ganhou seu primeiro prêmio em dinheiro. Em 1891, publicava o romance completo, A Saga de Gösta Berling. Após o sucesso, vieram Os Laços Invisíveis, em 1894, uma coleção de contos. Desses, o mais popular foi A Penugem. Nessa ocasião, em Estocolmo, Selma conhece Sofia Elkan, escritora de romances históricos, com a qual manterá correspondência e amizade pelo resto da vida. A partir dessa época escreveu Os Milagres do Anticristo, em 1897, na Itália, considerado uma crítica ao socialismo siciliano, e Lenda de uma Quinta Senhorial, em 1898, concebido sobre o tema de A Bela e a Fera. Entre 1900 e 1902, publicou os dois volumes de Jerusalém, após uma viagem ao Egito e à Palestina, e posteriormente Escudos do Senhor Arne, As Lendas de Jesus Cristo e O Livro das Lendas. Já então era considerada uma das maiores escritoras suecas. Em 1909, foi condecorada com o Nobel de Literatura, sendo a primeira mulher a receber esta honra.

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    Mårbacka, Suécia

    Selma Lagerlöf