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    PRINCÍPIOS DE ECONOMIA POLÍTICA (Coleção Economia Política) -

    Carl Menger

    LeBooks
    2017
    348 páginas
    11h 36m
    ISBN-10: B074XKS6BY
    Português Brasileiro
    4.4
    12 avaliações
    Leram14Lendo1Querem27Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos2Desejados27Avaliaram12

    Carl Menger é considerado o pai da Escola Austríaca de Economia. Sua obra pioneira: Princípios de Economia Política, publicada em 1871, não apenas introduziu o conceito de análise marginal, como também apresentou uma abordagem radicalmente nova sobre a análise econômica, análise essa que ainda forma o núcleo da teoria austríaca do valor e dos preços. Para o iniciante "Princípios de Economia Política" permanece uma excelente introdução ao raciocínio econômico e, para o especialista, a demonstração clássica dos princípios nucleares da Escola Austríaca, pois a despeito de seu sólido conteúdo econômico, esta obra é de leitura extremamente fácil e compreensível mesmo ao leitor leigo em economia. Fato que decorre da cristalino raciocínio do autor, sempre acompanhado de inúmeros e didáticos exemplos. Coleção Economia Política da LeBooks editora.

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    Marcos Glasner picture
    Marcos Glasner21/02/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma Breve História da Economia

    A obra "Princípios de Economia Política", do economista austríaco Carl Menger, é seminal. É a primeira obra que lança as bases do liberalismo econômico moderno. Menger, de forma elucidadora, e através de inúmeros exemplos sobre as trocas de riquezas que ocorrem em uma economia, e entre economias, formula a função primordial desta, qual seja, do atendimento das necessidades humanas, e não de uma abundância de bens nos mercados. A partir dessa premissa, tece sua teoria de valor, que nada mais é aquele bem ou serviço que atende as necessidade de um indivíduo, seja pelo seu uso ou por meio da troca por outros bens. Menger também discorre sobre alguns formas de mercados, a começar pelos mercados monopolistas, e mostra que no monopólio há uma incapacidade prática de alocar eficientemente os fatores de produção, na confecção dos produtos, pelo simples fato de não conseguir, estabelecer a quantidade ótima de produção, visto que, os preços dos produtos manufaturados tendem a cair a medida que das classes mais altas, de maior renda, as mais baixas, consomem segundo suas restrições orçamentárias, e, para fixar um máximo de ganho acaba por não estocar parte de sua produção para vendas futuras, já que no futuro apenas ele continuará a produzir, em diferentes épocas e sazonalidades. O planejamento econômico é algo quase inexistente nesses mercados. Assim, Menger ver nos mercados concorrenciais a única forma produtiva que maximiza a eficiência na alocação dos fatores produtivos, já que a quantidade de bens é definido pela lei clássica da oferta e procura, onde por ter muitos produtores, um ou alguns poucos, são incapazes de manipular a quantidade ofertada e o preço praticado. A obra também fala sobre a origem do dinheiro, que não tem nada de haver com convenções humanas ou de um aparato legal que condiciona o cidadão ao seu uso, por curso forçado. Antes de tudo o dinheiro surgiu na história humana de diferentes formas e em diferentes épocas, e em diferentes povos, para satisfazer suas necessidades de facilitar as trocas de mercadorias, mais uma vez, no atendimento das necessidades humanas. E fala, que a partir da cunhagem das moedas metálicas, passou a garantir as especificações de qualidade e medida, como forma de padronização para comprar e vender mercadorias. Assim então a moeda surge como um padrão de unidade de medida. Desta forma, Menger faz alusão, de forma indireta, das três funções principais da moeda, meio de troca, unidade de medida, e reserva de valor. O livro, apesar de mais de um século de escrito, é de uma atualidade espantosa, a ponto de entender que o objetivo da economia está em entender as necessidades humanas, e dessa forma, planejar para o futuro nada mais é que aparelhar a humanidade de forma tal que todas as suas necessidades, tanto de subsistência como de bem-estar, sejam atendidas. Neste contexto, os mercados, a comercialização de bens e serviços, livres de ingerências que deturpem sua validade ultima, ao progresso da humanidade, passa ser o principal meio de onde o ser-humano na realização de seus sonhos, seja ele em ser um médico, advogado, engenheiro, intelectual, um bilionário, ou, por que não, um gamer, ganhando seu sustento para a busca de sua felicidade, tem suas necessidades prementes atendidas por um sistema social que funciona, sob está ótica, dos livres mercados e da propriedade privada. Obra excelente!

    16 curtidas

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    4.4 / 12
    • 5 estrelas58%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
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    Carl Menger

    Foi um economista austríaco, considerado o fundador da escola austríaca de economia. Desenvolveu uma teoria subjetiva do valor, a teoria da utilidade marginal, ligando-a à satisfação dos desejos humanos. Menger acreditava que as pessoas faziam trocas com base em diferentes avaliações subjetivas de uma mercadoria. Com isso, ele afirmava que todas as atividades econômicas são pautadas pelas condutas e escolhas de cada indivíduo. Menger também definia que um bem de valor era aquele capaz de satisfazer uma necessidade ou demanda.

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    8 Seguidores

    Carl Menger