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    Folclóricos - E se as lendas vivessem entre nós?

    Gabrielle M. F. de Souza

    Amazon
    2018
    210 páginas
    7h 0m
    ISBN-11: 1B0779K35FX
    Português Brasileiro
    3.6
    13 avaliações
    Leram17Lendo0Querem11Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados11Avaliaram13

    Aprendemos na escola que a Iara é uma sereia, que o Saci não tem uma perna e que o Boto seduz as mulheres na noite de lua cheia e depois desaparece. Mas e se eles não fossem apenas histórias que escutamos quando pequenos? E se eles vivessem, respirassem e tivessem sonhos? E se eles estivessem sendo caçados? Acompanhe a história dos nossos principais personagens do folclore brasileiro numa batalha para se salvar... E salvar a Amazônia também.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Raissa Andrade picture
    Raissa Andrade14/04/2018Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Folclóricos, da Gabrielle M. F. de Souza, é o quarto livro da coletânea Nas Sombras da Cidade que saiu na Amazon no começo do ano (você pode ler as outras resenhas no meu perfil) e conta a história de seres do nosso folclore, que decidiram sair da proteção da floresta amazônica e viver na cidade entre os humanos, tendo que lidar com o desaparecimento e ataque aos seus “irmãos” mitológicos. A resenha pode conter spoilers, então se não gosta (ou não quer ler), pula pro finalzinho depois do asterisco (*) pra saber o que eu achei. Apesar de falar e envolver vários outros folclóricos, a narrativa se concentra em três deles: Iara, Heitor (Boto) e Saci. Iara é atacada logo no começo do livro e assim eles descobrem o plano de exterminar todos os folclóricos para “limpar a existência" da floresta amazônica de forma mais rápida e prática, já que a cada ferimento grave (ou morte) em um folclórico, parte da floresta desaparece (como se nunca tivesse existido). Já que estamos falando dos três, preciso dizer que me incomodou o romance (quase triângulo) forçado que há entre eles. Iara passa o livro todo flertando/se agarrando com o Boto, pra no final DO NADA escolher o Saci. As guerrinhas de ciúmes entre os dois rapazes também é totalmente desnecessária e me incomodou muito. Eu, sinceramente, até agora não vi sentido em colocar o Boto se agarrando com a Iara. É certo que eles já foram amantes, mas não rola mais clima entre eles, e o cara dá em cima de qualquer rabo de saia (incluindo a filha dele). Já que estamos falando dos três, preciso dizer que me incomodou o romance (quase triângulo) forçado que há entre eles. Iara passa o livro todo flertando/se agarrando com o Boto, pra no final DO NADA escolher o Saci. As guerrinhas de ciúmes entre os dois rapazes também é totalmente desnecessária e me incomodou muito. Eu, sinceramente, até agora não vi sentido em colocar o Boto se agarrando com a Iara. É certo que eles já foram amantes, mas não rola mais clima entre eles, e o cara dá em cima de qualquer rabo de saia (incluindo a filha dele). Uma coisa extremamente positiva desse livro são as críticas à sociedade e a política do progresso a custo da natureza. O abandono do governo em relação aos índios, o desmatamento, as queimadas ilegais, e até mesmo a sociedade machista (no extra da Caipora, que eu amei demais). Outra parte que ganhou muitos pontinhos comigo foi a Niara, a cacique das Icamiabas. Ela é o meu tipo de personagem: chuta bunda primeiro, pergunta depois, e no final mata todo mundo. Uma pena que a forma como as Icamiabas foram descritas (como Amazonas) ficou parecendo uma fanfic de Mulher Maravilha. Queria saber mais sobre a história delas e como elas descobriram o dono do canivete e todas as outras informações, sendo que nenhuma delas tem contato com tecnologia (até onde sabemos). Já na trama (treta rs) principal, infelizmente a coisa não foi muito bem. Os “vilões” prometiam muito no começo e me deixaram super empolgada, mas o final deixa muito a desejar e tudo se encerra de forma abrupta, inesperada (pra quem não conhece a lenda) e sem explicar tudo direito. Não sabemos se eles conseguiram recuperar algum dos folclóricos que estavam presos, se não tinha mais gente do governo envolvida, o que aconteceu com o armazém onde ocorreu a batalha, como é que esconderam os acontecimentos dos olhos da mídia, etc. Foram muitos pontos que poderiam ter sido trabalhos, no lugar do romance entre os personagens. * Resumindo, se você não é muito chato com suas leituras, vai achar o livro bem “okay”. Não tem grandes acontecimentos, dá pra dar umas risadas e é legalzinho pra passar o tempo. Mas, se assim como eu, você não consegue relevar pequenos deslizes de narrativa, erros de gramática, falta de revisão e personagens/diálogos bobos, você pode se decepcionar com o livro. O extra da Caipora, sozinho, é muito divertido e eu amei de verdade, mas o livro deixou muito a desejar. Isso é tudo, pessoal. Beijos e até a próxima!

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 13
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas0%
    Gabrielle M. F. de Souza profile picture

    Gabrielle M. F. de Souza

    Gabrielle Souza nasceu em São Paulo - SP, e sempre foi apaixonada pela literatura. Era chamada de "rata de biblioteca" por preferir os corredores de livros e as palavras. Escreve desde pequena, de contos a poemas. Seu primeiro livro surgiu no ensino médio, mas até hoje permanece engavetado (e até ela poder revisar e melhorar ou tacar fogo nele, é onde a obra permanecerá!) Blackwater, seu primeiro romance a ser publicado, começou no final do ensino médio, e foi revisado e alterado várias vezes até estar satisfatório. O seu objetivo é não apenas poder viver rodeada de livros e trabalhar com eles (ou seja, plenamente feliz), mas poder também ajudar aqueles que desejam publicar um dia, e trazer alegria e um "calor no coração" de felicidade quando os leitores conhecerem seus personagens. É advogada formada, apaixonada por vídeos de cachorros, livros de fantasia e línguas (atualmente ela fala inglês e francês, bem como arrisca um italiano e japonês). O seu sonho maior é um dia ser capaz de criar personagens tão bons quanto os de Jane Austen e Sarah J. Maas.

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    São Paulo, Brasil

    Gabrielle M. F. de Souza