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    A Graça (II) (Patrística #13) - A graça e a liberdade | A correção fraterna | A predestinação dos santos | O dom da esperança

    Santo Agostinho

    Paulus
    2000
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-10: 8534915237
    Português Brasileiro
    4.7
    11 avaliações
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    O presente volume traz quatro obras fundamentais de Santo Agostinho: A graça e a liberdade, A correção e a graça, A predestinação dos santos e O dom da perseverança. De fato, nestes livros e no anterior (A graça (I)), Agostinho expõe mais uma vez sua tese fundamental: a de que a natureza humana está radicalmente corrompida, cega e infeliz, incapaz por si só de um ato bom. Só a graça de Deus pode torná-la capaz de bons desejos, boas ações, de sair de sua enfermidade, alcançar a cura e a salvação. Só ela corrige, aperfeiçoa, enobrece, cura, eleva, santifica e salva o homem.

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    Filino Carvalho Neto22/08/2023Resenhou um livro
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    Mais escritos combativos a favor da graça

    Agostinho torna a advogar em favor da graça - um dom gratuito, que vem de Deus, não levando em consideração quaisquer méritos do homem. Embasado fortemente nas Escrituras (e não poderia ser diferente), o Bispo de Hipona torna a se dirigir a irmãos de fé que se veem enredados com esse difícil tema, evitando que se deixem levar pela heresia do pelagianismo. Aqui estão, provavelmente, os últimos escritos desse pensador genial - os dois textos que finalizam a edição parecem ter sido escritos após as "Retratações" (que até são mencionadas no decorrer da obra). E ainda aqui Agostinho insiste sobre a graça como um dom gratuito, não devendo o homem se vangloriar de nada - afinal, o que o homem possui que não lhe foi dado? É a quem concedeu os dons (tais como castidade, justiça, até mesmo o pensamento) que devemos louvar. Deus é que concede, inclusive, a fé e a perseverança. Aqui, Agostinho adentra um caminho espinhoso - e tem plena ciência disso: afinal, se a fé e a perseverança dependem unicamente de Deus, é de se perguntar não apenas por que alguns são agraciados com isso (e outros não), mas também por que certas pessoas são predestinadas e outras condenadas. O bispo de Hipona insiste que, de acordo com as Escrituras, a descendência do homem está contaminada pelo pecado e, diante disso, a condenação nada mais seria do que um justo preço. Mas aqui é que reside, precisamente, a graça de Deus, que salva o homem gratuitamente. E quanto aos que são condenados ou salvos, em diversas passagens Agostinho insiste que os desígnios de Deus são insondáveis, mas Ele é justo. Trata-se de um escrito em que vemos Agostinho confessar a dificuldade em abordar certas questões - e chega até a aconselhar um modo de tratá-las (a saber, como escolher palavras e frases mais adequadas) para os cristãos. Esse autor genial deixa patente o quão espinhosa pode ser a sua defesa de alguns pontos da fé cristã, mas não se furta a fazê-lo - nem a confessar a magnitude da questão e a sua própria ignorância sobre determinadas situações.

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    Aurelius Augustinus

    Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona, conhecido como Santo Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica. É uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Em seus primeiros anos, foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo, mas depois de tornar-se cristão (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes. Agostinho foi um autor prolífico em muitos géneros — tratados filosóficos, teológicos, comentários de escritos da Bíblia, além de sermões e cartas.

    73 Livros
    302 Seguidores
    Província da África, Império Romano

    Aurelius Augustinus