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    O Voo da Borboleta -

    Giselle Vieira

    Edição do Autor
    2018
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-11: B0779K35FX1
    Português Brasileiro
    3.8
    6 avaliações
    Leram8Lendo0Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados4Avaliaram6

    No mundo que conhecemos há muito mais coisas do que aquelas que são vistas... E Vanessa descobriu isso do pior modo possível. Oculto dos olhos humanos, mas com poder suficiente para influenciar a humanidade, seres demoníacos poderosos tentam romper o véu que os impede de se materializar no mundo terreno e agir livremente. Um demônio de segunda geração, Ifrit, agora tem os pergaminhos que lhe mostram como conseguir isso... E ele é um velho conhecido de Vanessa. Mesmo que não queira lidar com as consequências de uma guerra milenar, Vanessa sabe que não tem escolha, pois de alguma forma ela está ligada a tudo isso... E fugir não é mais uma opção.

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    Raissa Andrade picture
    Raissa Andrade05/02/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Como eliminar a revolta por ter demorado duas semanas para ler 180 páginas? Pesquisar.

    Se alguém achou que eu tinha desistido do restante da coletânea, sinto informar que ainda me resta coragem (amém). Tem muito chão pela frente, quindim, e pelo ritmo que anda a coisa, melhor preparar uma pipoquinha para acompanhar os próximos capítulos dessa saga masoquista. O livro de hoje é “O vôo da borboleta”, primeiro que leio da Giselle Vieira, e quarto (agora terceiro rs) da coletânea Nas Sombras da Cidade, publicada na Amazon mais ou menos um mês atrás. Ele é um prequel (livro 0) de uma série chamada “As Chaves de Abaddon”, que a autora pretende escrever e publicar em breve. Fazendo o resuminho do sucesso antes de começar a descer o pau (eu juro que não é de propósito, gente): Vanessa é uma garota que, quando criança, foi atacada e marcada por um demônio do fogo. A Ordem Trinity, uma organização secreta de caçadores de criaturas sobrenaturais, descobriu que Vanessa tem um poder especial e enviou alguns de seus associados para protegê-la e levá-la para a sede da Ordem. Mas os caçadores designados para a missão decidiram, em vez disso, esconder Vanessa e cuidar dela sozinhos, como uma grande família feliz. Agora, anos depois, o demônio está de volta, a Ordem reaparece, e mais seres sobrenaturais surgem na jogada… Todos querendo a Vanessa. Preparem o inseticida que as borboletas estão chegando! Preciso confessar que comecei o livro super empolgada. Nos primeiros dois capítulos tem vampiros, espectros, uma garota chutando bundas e demônios pra todo canto. Como não gostar? Simples: faça da sua protagonista uma pessoa quase insuportável. Vanessa é uma mulher de 20 anos mimada, infantil, irresponsável e com sérios problemas psicológicos. Ela passa o livro todo alternando entre “caçadora” (entre aspas porque ela não participa da Ordem) inexplicavelmente super poderosa e adolescente rebelde que necessita urgentemente de um corretivo/pulso firme dos responsáveis. Me irritou profundamente o fato dela não ter um crescimento mágico (apesar de no livro a personagem dizer que teve), nem ter limites para o que pode ou não fazer com seus poderes. Absolutamente TUDO que ela pensa que pode fazer com suas borboletas de energia, ela consegue. Chega a dar nos nervos. E como se não bastassem as borboletas milagrosas, Vanessa também é a irmã perdida do Aang, até então último dobrador de ar conhecido (sem spoilers de Avatar nos comentários, POR FAVOR). E os outros personagens não são lá muito melhores: Hoyt, o “ex-caçador” que resgatou Vanessa anos atrás, está sempre atrasado e perde toda a parte boa da treta. Ele passa 70% do livro ausente e não tem nem a cara de pau de responder as mensagens e/ou chamadas da sua tutelada. E quando aparece, já nos 45’ do segundo tempo, participa de umas cenas muito bizarras e fala umas coisas muito sem noção, considerando as idades de todos os envolvidos. Enquanto Hoyt viaja, Alessa (sua irmã) é a responsável pela Vanessa. Teoricamente deveria servir de guardiã da garota e fazer com que ela cumpra todas as obrigações normais da maioria dos jovens, como ir para a faculdade e estudar (embora eu ache que pai/mãe não tenha obrigação nenhuma de ter que ficar no pé da(o) filha(o) de 20 anos pra isso). Mas a Alessa falha miseravelmente nessa parte. A Vanessa é levada por um íncubo bem debaixo do nariz dela, é atacada por ele e conhece três caçadores desconhecidos no tempo que leva para ela perceber sequer que a garota sumiu e ir atrás dela. Eu esperava mais da Alessa. Agora, os personagens que eu gostei, ou que pelo menos eu estava gostando até os últimos dois capítulos do livro: Mammon, um dos demônios high-level, tem um potencial enorme para vilão e eu espero que ele seja melhor trabalhado na série; o Élcio, o “filho do senador”, que aparece bem rapidinho, pra fazer um negócio rapidão mas que me deixou um pouquinho curiosa por mais dele; e o Ifrit, o demônio de fogo que marcou a Vanessa e que quer ter ela como sua escrava particular. Esse último, em específico, me decepcionou MUITO também. Criei altas expectativas pelo confronto com ele, e no final das contas tudo foi resolvido muito fácil e sem problemas. Passei mais tempo lendo sobre a Vanessa tomando banho, indo dormir e passeando por aí do que de fato lendo sobre a briga tão esperada do livro. Frustrante. * Resumindo pra quem não tem paciência de ler tudo, o livro tem uma ideia muito legal que foi trabalhada de uma forma muito ruim. Não simpatizei com nenhum dos mocinhos, achei problemas de personalidade em quase metade dos personagens e quase dormi em cada descrição gigantesca e inútil do cotidiano da protagonista. Pra quê eu preciso saber, por exemplo, que ela bebeu meio litro de coca-cola com coxinhas no café da manhã? Ou que ela usa duas calcinhas (pra quem pegou a referência, um beijo) em casa? Essa foi uma das causas principais de eu ter demorado tanto a terminar o livro, por sinal. Sempre odiei essas descrições exageradas.

    1 curtida

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    3.8 / 6
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Giselle Vieira

    Giselle Vieira é mineira de Belo Horizonte, apaixonada por desenhos, literatura, mitologia e música! Adora a cultura japonesa, animes, mangás, J-Music e J-Rock em geral. Gateira de corpo e alma, é usuária assídua de Toddy e escreve nos gêneros de Fantasia, Ficção científica, Romance sobrenatural, Fantasia Urbana e Fantasia Científica. Publicou alguns de seus contos na Amazon e pretende em 2018 iniciar o lançamento de sua série “As Chaves de Abaddon”.

    5 Livros
    3 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Giselle Vieira