A tragédia da Guanabara -

    Jean Crespin

    Cultura Cristã
    2007
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8576221748
    Português Brasileiro

    Por ocasião do 450º aniversário da chegada dos primeiros calvinistas ao Brasil, a Cultura Cristã presta valiosa contribuição à história do protestantismo ao reeditar este clássico. A primeira edição brasileira foi traduzida do francês e publicada por Domingos Ribeiro em 1917, um capítulo da obra História dos mártires, de Jean Crespin, publicada no século 16. Esse capítulo trata da perseguição aos huguenotes no Brasil em 1557-1558. No prefácio de A tragédia da Guanabara, Ribeiro incluiu um texto escrito em 1907 pelo Rev. Erasmo Braga para acompanhar a tradução que fez da confissão de fé escrita pelos calvinistas franceses no Brasil, confissão que motivou a execução de três dos autores: Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil e Pierre Bourdon. Ribeiro manteve as notas incluídas por Matthieu Lelièvre na edição de 1887 da História dos mártires. No volume publicado em 1917, Ribeiro incluiu em forma de apêndice várias atas do presbitério e do sínodo que a Igreja Reformada da Holanda organizou no Brasil no século 17, durante o domínio batavo. Esse material foi traduzido pelo Dr. Pedro Souto Maior, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o mantivemos nesta edição pelo seu evidente valor histórico. Para informação e enriquecimento dos leitores, incluímos a Confissão Gaulesa ou Confissão de La Rochelle (1559), acompanhada da um prefácio dedicado ao rei Francisco II (1560) e de um apanhado histórico.

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    Maciel Muss Sein19/03/2022Resenhou um livro
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    A Tragédia da Guanabara é uma obra de valor histórico inestimável. Neste relato é narrada a história dos que primeiro sofreram martírio em terras brasileiras por causa do Evangelho. Desejando fixar-se numa paragem em que pudessem desfrutar da tão almejada liberdade religiosa, um grupo de franceses aportou na Baía da Guanabara em meados do século 16. Mal sabiam que tal sonho se transformaria num terrível pesadelo. Pesadelo se percebido com olhos meramente humanos. O martírio, desde os primórdios da igreja cristã, tem sido interpretado como sendo um dom que o Eterno concede a uns poucos escolhidos. Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil e Pierre Bourdon foram os eleitos de Deus nesta oportunidade. Utilizamos como base a tradução feita do francês por Domingos Ribeiro e publicada no Rio de Janeiro em 1917. Na presente edição optamos por realizar uma modesta atualização do português antigo utilizado pelo referido tradutor. A ortografia vigente na época da tradução original certamente causaria estranheza ao leitor contemporâneo e, a fim de evitar tal incômodo, decidimos implementar esta despretensiosa revisão. Exemplificando, o texto que na edição de 1917 aparece da seguinte forma: “Jesus Christo, alçando em tantos logares, na actual Dispensação da Graça, a flammula sacrosanta de seu Evangelho[...]”, na presente edição está registrado como: “Jesus Cristo, alçando em tantos lugares, na atual Dispensação da Graça, a flâmula sacrossanta de seu Evangelho[...]”. Também acrescentamos algumas poucas traduções inexistentes na edição de 1917, bem como algumas notas suplementares que auxiliarão o leitor. Estas referências complementares serão sinalizadas com a expressão [Nota adicional]. Não tivemos a pretensão de trazer novas referências em demasia pois, como será percebida na leitura da obra, a edição de Domingos Ribeiro já apresenta um número significativo de notas. O nosso anseio é que o leitor absorva não apenas o conhecimento que este importantíssimo documento histórico possa trazer, mas que seja edificado pelos ensinamentos que estão enraizados nesta obra

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