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    As Palavras Não São Deste Mundo (Biblioteca Antagonista #17) -

    Hugo von Hofmannsthal

    Âyiné
    2020
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9788592649227
    Português Brasileiro
    4.2
    46 avaliações
    Leram62Lendo1Querem68Relendo0Abandonos1Resenhas9
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    Entre as correspondências que Hugo von Hofmannsthal guardou (1874-1929), as cartas trocadas na juventude com Edgar Karg (1872-1905) ocupam um lugar de destaque, tanto que próprio poeta chegou a pensar em publicar boa parte delas, em uma antologia que recolheria o melhor da sua produção juvenil. Ao mesmo tempo que o seu precoce talento é celebrado nos círculos literários, Hofmannsthal procura aqui aproximar à própria existência de «poeta» um amigo que, ocupado nos serviços da Marinha frequentemente muito distantes, não pode compartilhar com ele a mesma riqueza cultural. Não se tratava, porém, de fazer trabalho de baixa divulgação, mas, sim, de liberar a poesia da atmosfera artificiosa dos salões e das academias, colocando-a em relação à existência dos homens. Temas e problemas que desempenham um papel fundamental na sua obra e em boa parte da poesia moderna, são, aqui, enfrentados de maneira imediata, e são continuamente confrontados e relacionados às experiências cotidianas e aos afetos comuns. De um lado os primeiros passsos dados por Hofmannsthal no «caminho em direção à vida», na tentativa de romper, graças a essa amizade, o isolamento do artista. Do outro uma límpida, inédita perspectiva sobre a reflexão empreendida por Hofmannsthal sobre a literatura, sobre a sua relação com a vida, e em geral sobre a amizade e a formação do indivíduo. Um daqueles raros casos em literatura em que a expressão une felizmente imediatismo e profundidade.

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    Resenhas (9)Ver mais
    Denise Maria Souza João picture
    Denise Maria Souza João20/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Enquanto eu estava lendo este pequeno livro, fui atrás de informações sobre Hugo, que eu não conhecia, e soube que ele morreu se arrumando para o velório do filho, que havia se suicidado. Pensei naquele momento em que Hugo, tão moço, trocou estas cartas com seu amigo, também tão novo. Já havia várias reflexões sobre questão existenciais e a vida cotidiana; algumas reclamações um tanto desmotivadas, às vezes uma certa melancolia já cercava estes então jovens. Mas como eles pensavam que seriam suas vidas, seu futuro? Será que estamos minimamente preparados para o que nos aguarda?

    15 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 46
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas54%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Hugo Laurenz August Hofmann von Hofmannsthal profile picture

    Hugo Laurenz August Hofmann von Hofmannsthal

    Hugo von Hofmannsthal (1874–1929), poeta, dramaturgo, ensaísta e libretista, foi criado em Viena. Filho de um banqueiro, Hofmannsthal começou a publicar sob o pseudônimo de Loris quando tinha apenas dezesseis anos. A juventude, talento e precocidade de Hofmannsthal impressionaram o Café Griensteidl, o epicentro da Viena literária; O crítico Hermann Bahr, em particular, ficou surpreso que alguém usando o pseudônimo de um "poodle bem-preparado" e com a figura de um "bom e esbelto pageboy" pudesse escrever poesia e prosa tão brilhantes. Nos anos seguintes, Hofmannsthal escreveu peças de sucesso e versos influenciados pelo movimento simbolista. Ele fez amizade com críticos e escritores como Richard Beer-Hofmann, Gerhart Hauptmann e Stefan George, para cuja revista literária ele escreveu. Uma viagem a Paris em 1900 o apresentou a Maurice Maeterlinck, Auguste Rodin e Anatole France. Naquela época, porém, Hofmannsthal se afastou da poesia simbolista; sua crise estética é registrada, em parte, em sua famosa obra de 1902, "Uma Carta" (frequentemente referida em inglês como "A Carta do Senhor Chandos"), na qual um jovem nobre enfrenta a futilidade da linguagem. Hofmannsthal começou a trabalhar quase inteiramente para o palco e, em 1906, conheceu e começou a colaborar com Richard Strauss. Nos vinte anos seguintes, produziu libretos para óperas de Strauss como Der Rosenkavalier, Ariadne auf Naxos e Die Frau ohne Schatten. Durante a Primeira Guerra Mundial, Hofmannsthal trabalhou para uma agência de propaganda do Ministério da Guerra; no final de sua vida, ele defendeu a cultura austríaca na esperança de que a arte pudesse salvar a Europa da violência política. Ele morreu em 1929, dias depois que seu filho mais velho se suicidou.

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    Hugo Laurenz August Hofmann von Hofmannsthal