Dampyr 06 - A Costa dos Esqueletos (Mythos) - A Costa dos Esqueletos

    Mauro Boselli, Maurizio Dotti, Enea Riboldi

    Mythos Editora
    2005
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Das terras dos Himbas ao deserto dos diamantes, a morte desce para o sul, para a cidade fantasma de Brandenmund...Omulu, deus da peste, voltou!

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    Wilson Sacramento22/01/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nada como sair da velha esfera do continente europeu e mergulhar no Continente Africano, onde em meio à questão da exploração de diamantes, vemos mais que vampiros tomando a vida dos trabalhadores da mina. Por ser uma HQ e as histórias se passarem pós Apartheid na África do Sul, é interesse a construção das personagens presentes por lá, que oscilam entre combatentes pró e contra o imperialismo europeu na região, e toda as questões religiosas e culturais do povo local, seja enquanto a cultura nômade e não ligada à cultura ocidentalizada (no sentido eurocêntrico da coisa), quanto o povo 'ocidentalizado' em total inserção cultural, bélica, tecnológica, estética. Harlan, Kurjac e a vampira Tesla que foge de tudo que é padrão enquanto 'politicamente correto' e age de forma descolada da realidade humana, sendo livre dos preceitos sociais, e portanto, livre para proferir o que lhe dá na teia, agindo de forma bastante preconceituosa, possibilitando a construção de 'humor negro' sobre policiais africanos (negros) e ao mesmo tempo, age com bastante enfase contra os mesmos, quando estes são preconceituosos na questão de gênero (por ser 'mulher') ... Estas duas posturas, deixa o roteiro com um furo gigantesco na questão do tratamento humano, enquanto prática do respeito ao diferente, afinal de contas, como uma vampira descolada da realidade pode se 'ofender' enquanto ao tratamento de gênero (discriminada por ser 'mulher' p, 45) mas por outro lado, proferir em múltiplos momentos, ofensas raciais à humanos negros. Neste ponto, não é possível saber, se é do roteiro original (e desta forma, é um furo na 'ética' humana que permeava as HQs da Bonelli) ou se é da tradução brasileira o uso destas terminologias, como ocorreu na revista da Julia e pontuei à editora Mythos o uso indevido e desnecessário destes termos, e usados de forma, bastante pejorativa, quando há novas possibilidades etimológicas e desprovidas de cargas ofensivas. O Harlan faz uma 'mea culpa' sobre a forma como ela trata aos militares negros, ao afirmar, que ela (Tesla) é bastante justa, ainda que não se expresse de forma 'politicamente correta' p,46.

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