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    O Pior dos Crimes - A história do assassinato de Isabella Nardoni

    Rogério Pagnan

    Record
    2018
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: 8501112976
    Português Brasileiro
    3.8
    696 avaliações
    Leram987Lendo88Querem1195Relendo2Abandonos45Resenhas108
    Favoritos38Desejados1195Avaliaram696

    A história completa do assassinato que chocou o Brasil Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem. "Este livro, construído em ritmo de thriller, merece ser lido por todos que se interessam por investigação policial, sistema judicial, crime e castigo. Um dos mais importantes repórteres policiais de sua geração, Rogério Pagnan não se contentou em detalhar o trágico caso que, por inúmeras características, conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. O autor foi além, enfrentando questões urgentes e ainda pouco debatidas no Brasil a respeito da natureza e dos limites de um processo judicial, o que torna esta obra, desde já, imprescindível no campo do Direito. Aqui estão expostos os vícios que alimentam uma engrenagem burocrática investigatória abaixo das necessidades de um país com seus 60 mil homicídios ao ano: pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes, um Ministério Público empolgado com os holofotes, dúvidas transformadas em certezas. Embora, vale dizer, não sejam características restritas ao Brasil, são ingredientes de uma receita destinada a produzir processos frágeis e cheios de dúvidas. Mas, se o caso Nardoni de fato representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, como se espera no desfecho de qualquer acusação, o leitor poderá dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem. Pagnan demonstra o que sempre se espera dos grandes repórteres em quaisquer circunstâncias: cético sem ser cínico, afirmativo sem ser leviano, ágil sem ser superficial. Sua exaustiva pesquisa sobre detalhes do processo, contrapondo argumentos da acusação e da defesa, produziu uma peça da mais alta qualidade e mais alto interesse jornalísticos. Obra que deveria servir de reflexão para todos que, de uma forma ou de outra, no curso de suas vidas profissionais, como policiais, promotores, juízes e jornalistas, acabam tendo que lidar com episódios dramáticos como a morte brutal da menina Isabella Nardoni." (Rubens Valente, jornalista)

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    Resenhas (108)Ver mais
    Nadia Rosa picture
    Nadia Rosa15/06/2024Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Tendencioso!

    Achei um livro bem tendencioso, tive a impressão que o tempo todo o autor buscava demonstrar inconsistências nos laudos da perícia e descredibiliza-lá, e assim criar no mínimo uma dúvida no leitor quanto a culpa do casal já condenado. Lembrando que o autor foi uma das testemunhas de defesa no caso Nardoni, fato esse que eu desconhecia ao iniciar a leitura.

    53 curtidas

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    • 2 estrelas11%
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    Rogério Pagnan

    Jornalista formado pela Universidade de Franca, é repórter da Folha de S. Paulo desde 2000. Especialista em segurança pública, escreve sobre investigações policiais e grandes júris. É ganhador, entre outros, do Grande Prêmio Folha de Reportagem de 2012 e do Prêmio Latino-Americano de Jornalismo de Investigação de 2017, organizado pelo Instituto de Prensa y Sociedade (IPYS) e pela ONG Transparência Internacional.

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    São Paulo, Brasil

    Rogério Pagnan