Assim como o primeiro livro dessa série: "As origens da ordem política: Dos tempos pré-humanos até a Revolução Francesa", não li, mas ouvi este livro pelo sistema do Audible da Amazon.com.
Esse livro, como o título descreve claramente, continua a análise da evolução da ordem política a partir da Revolução Francesa até 2012, aproximadamente. E assim como o primeiro, é uma obra prima. Porém, apesar de tratar do mesmo tema que o primeiro livro, este gera inevitavelmente mais controvérsia por ser contemporâneo – como podem ver nos reviews do amazon.com. E gera controvérsia por tratar de temas que ainda são vigentes, da crescente polarização política nos EUA e suas consequências até certas opiniões em relação ao modelo de um partido único “comunista” na China e escolhas políticas questionáveis recentes na América Latina.
Outra coisa que posso destacar é que o livro é de mais difícil compreensão que o primeiro. Sim, ele é mais complexo e traz mais dados e informações – como não poderia deixar de ser, já que temos mais dados disponíveis da história recentes. Assim, diferentemente do 1º, o leitor provavelmente precisará buscar outras fontes para garantir o pleno entendimento da obra. O que na verdade é um exercício interessante de expansão do conhecimento.
Por fim, acho que vale muito a pena a leitura da Parte III que trata da democracia. Uma análise atual que levanta questionamentos quanto ao sucesso e perpetuação do sistema pelo mundo - mesmo não concordando com todos os pontos do autor.
Obs1: recomendo que leia na ordem para compreender plenamente o raciocínio do autor. Assim, leia primeiro "As origens da ordem política: Dos tempos pré-humanos até a Revolução Francesa."
Obs2: O leitor não precisa concordar com todas as afirmações do autor para admirar a obra. O raciocínio é brilhante e há muitas informações. Leia a obs3 abaixo e entenderá meu ponto.
Obs3: pra quem gosta do tema, acho que vale a leitura do livro: "A desordem mundial: O espectro da dominação: guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias", do, falecido, Luiz Alberto Moniz Bandeira. Que, aliás, é crítico duro em relação às posições do Fukuyama.