O segundo volume da célebre série Situações de Jean-Paul Sartre é, de todos os que a constituem, um dos mais justamente consagrados, pois é nele que o grande filósofo contemporâneo tentou com êxito inesquecível, a sua definição de literatura. Este longo ensaio, lido por sucessivas gerações em França e em todo o mundo, ocupa, no texto original, duzentas e sessenta e duas páginas de excepção, e nelas Sartre faz uma das mais concretas aproximações críticas de toda a complexidade do assunto. Trata-se, com efeito, de um estudo clássico onde toda a argúcia, brilhantismo, serenidade, capacidade de análise, cultura profundíssima e lucidez do grande mestre foram postos à prova. Se acrescentarmos a oportunidade dos dois ensaios que antecedem aquele estudo - > e >-, teremos uma obra de rara projeção intelectual e uma das mais válidas da moderna crítica literária e filosófica.
