Quando o vento sopra em Israel -

    Daísa Rizzotto Rossetto

    Editora Mikelis
    2017
    95 páginas
    3h 10m
    ISBN-13: 9788593458170
    Português Brasileiro

    – Estou na pequena cidade. Nas ruas onde aprendi a caminhar, pelas casas onde me contaram os causos, nas janelas onde via a coruja branca e as estrelas do céu aberto. Pelos ares onde andam as primeiras inspirações, os primeiros amores e os primeiros versos. Frações que permanecem! Pelas ruas da cidade, corre a notícia de meu voo; minhas mãos tocam o tronco da árvore que não plantei. Meus olhos assistem à chuva de folhas; o mais lindo tapete do mundo está no jardim de casa... Para tantas possibilidades de enxergar Israel, eis aqui uma. Nas páginas deste livro, escrito em narrativa em prosa, mora o deslumbramento multifacetado de um lugar do mundo que se esparrama em faces, expressões, singularidades, histórias e mistérios. E, como não poderia deixar de ser, em fragmentos poéticos. O que este livro conta são histórias sensíveis de uma jornada fascinante por uma terra milenar que, dia após dia, revela seus encantos.

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    Miguel Silva31/07/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quando uma história nos transporta ao lugar real

    Por Lúcio Packter Os sons macios dos pássaros encontram as tardes das aldeias nos textos de Daísa Rossetto. É possível sentir os mares de Israel, as pessoas, o aroma sensível da manhã, a delicada carícia na pele do sol que se vai com o dia. O olhar de Daísa é meigo para os judeus, os muçulmanos, os cristãos, os druidas, os nômades, os armênios, os bahais; e, respeitando a singularidade de cada um, ela generosamente abraça. Seu texto não tem pressa, é de manhã. A escritora compreendeu os ritmos e respeitou-os, por emoção e por educação. Compreendeu que a parte de Israel que pode ser dita pede por vivências cujas sintonias variam com o tempo, com a vida, com o que se passa; e tudo pode obedecer a métricas que às vezes se cumprimentarão a distância. “Eu desfaço o que não foi feito até aqui, eu brinco entre pedras postas pelos protagonistas dos séculos, eu estou para ser o entre-mãos que não se encontra, mas que conversa a voz de outra língua ainda não descoberta por estudiosos. Eu não vou entender esse jogo incompreendido que me abraça circundando meu inverno infinito em expansão. Moro o pensamento em qualquer lugar para fora do que existe. Eu (in)compreendo este eu que apenas um certo eu, depois de mim, entende: disperso-me entre a neblina que toma as curvas da cidade. E aqui, exatamente aqui, você pode me ter”. – escreveu Daísa Rossetto. Leio Daísa e reencontro uma Israel que me emociona. Seus escritos me sensibilizam, fazem recordar; e antes de perceber outra vez é Israel em mim. Agradeço, Daísa Rizzotto Rossetto, por você me lembrar de acariciar com amor as recordações de Israel. Estivemos juntos em uma jornada de estudos na Universidade Hebraica de Jerusalém, estudando os postulados de Martin Buber e a Filosofia Clínica; ao ler o seu livro, fico com a impressão de que as lições essenciais foram aprendidas.

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