Introdução à Bíblia (Curso Vida Nova de Teologia Básica #1) -

    R. Laird Harris

    Vida Nova
    2008
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788527503310
    Português Brasileiro

    Como não se pode fazer teologia sem a Palavra de Deus, vamos dar início com esse tema. Este volume fornece respostas a perguntas intrigantes como estas: • Se a Bíblia foi escrita por homens, por que é considerada a Palavra de Deus? • Como ter certeza de que o conteúdo da Bíblia não foi alterado com o tempo? • O que a arqueologia tem a dizer sobre a confiabilidade das Escrituras? • Existem contradições na Bíblia? • Que devo fazer para começar a formar minha biblioteca pessoal em português? Além de analisar essas questões altamente relevantes, o estudante da Bíblia também será equipado com ferramentas para o estudo das Escrituras. São publicações que devem compor sua biblioteca particular: diversas versões das Escrituras, Bíblias de Estudo, obras de consulta, livros de teologia sistemática, comentários bíblicos, introdução bíblica, história da igreja e da teologia e livros de teologia prática, além de um capítulo destinado exclusivamente ao método de pesquisa.

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    Lucas Rosalem21/12/2021Resenhou um livro
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    Introdução à Bíblia – Laird Harris - RESENHA

    Introdução à Bíblia, de Laird Harris, é um livro que compõe o Curso Vida Nova de teologia básica, ofertado pela editora Vida Nova. O curso, em geral, é muito bom. Mas eu tenho ressalvas quanto a este livro em específico. Todos os livros do curso são bastante introdutórios. Porém, o de Teologia Sistemática, por exemplo, escrito por Franklin Ferreira, além de muitos insights autorais e uma tentativa de apresentar os melhores argumentos de cada assunto, tem também um formato inusitado que joga o material em um nível diferente: o autor apresenta, ao final de cada capítulo, uma lista de filmes que retratam períodos da história relacionados à matéria estudada. No caso deste livro aqui, de Laird Harris, é o contrário: não há grandes (ou nenhum) insights do autor, os argumentos não são os melhores (são, no máximo, razoáveis para uma Bibliologia) e fica nisso mesmo, sem nenhuma proposta didática diferente. Uma amostra triste do que estou querendo dizer sobre não mostrar os melhores argumentos, é o que acontece já no primeiro capítulo, onde o autor tenta explicar sobre a Queda da humanidade em pecado e o Plano de Redenção. Acompanhe o jeito que o autor explica a questão, que consta na página 11: “Depois que Adão e Eva pecaram, Deus poderia muito bem ter desistido deles. O primeiro casal o desobedecera por livre e espontânea vontade; a consequência disso era a morte. Entretanto, Deus, em sua infinita misericórdia, desenvolveu o plano da salvação” (grifo meu). Ora, diga-me: isso não soa como se o plano de salvação tivesse sido elaborado de última hora, como uma reação à tragédia do pecado, pegando Deus de surpresa? Já é difícil tentar desfazer ideias equivocadas que novos cristãos vêm carregando de berço, que dirá então quando as mesmas forem reafirmadas num curso de teologia desse gabarito! O argumento é tão fraco que, ainda que o autor obviamente saiba que isso é falso, da forma como foi posto soa um tipo de “plano b” da Trindade, que não estava preparada para o que aconteceria. Há inúmeras formas melhores de apresentar a Queda e o Plano de Redenção. Essa me parece ser a pior de todas. O autor não se preocupou em refinar os argumentos. Algo tão grotesco assim não se repete depois. Mas coisas semelhantes, em níveis bem menores, surgem com muita constância, e não pela falta de esclarecimento do autor, mas pela falta de pesquisa e busca pelos melhores argumentos. Isso se vê outra vez, com bastante evidência, nas seções sobre a alta crítica e sobre a ciência, onde os argumentos contrários à confiabilidade bíblica são expostos sem dificuldade, enquanto as respostas são, no máximo, um tira-gosto do que se poderia fazer para não perder a fé no texto sagrado. Levando em conta que o material não é meramente um livro, mas faz parte de um curso de teologia básica, ou seja, uma situação em que a equipe editorial deveria ter triplicado a atenção a itens básicos (didática, concisão, clareza, etc.), me pergunto se houve mesmo uma preocupação (ainda que básica) nesse sentido. Leia mais em: www.editoramentecrista.com

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