Dança das máscaras -

    Larissa Siriani, Joana Lancaster, Alane Brito, Veridiana Maenaka, Bruno Godoi, Babi A. Sette

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    2018
    396 páginas
    13h 12m
    ISBN-10: B079NV2F9P
    Português Brasileiro

    Carnaval, entrudo, baile de máscaras. Teria um simples par de máscaras o poder de mudar tantas vidas, de selar tantos destinos? Alane Brito, Bruno Godoi, Babi A. Sette, Joana Lancaster, Larissa Siriani e Veridiana Maenaka escrevem contos ambientados no século XIX narrando histórias de personagens que tiveram suas vidas modificadas em um baile de carnaval.

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    Clarisse Cunha25/02/2018Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Trágico, polêmico e desnecessário

    Fiquei muito feliz ao saber nas redes sociais que a Increasy tinha reunido alguns dos autores da empresa para fazer uma antologia baseada no carnaval. E não só isso, ela seria ambientada no século 19. Teria um par de máscaras o poder de mudar a vida de várias vidas? A proposta mais do que me agradou, pois a máscara preta e a branca, representando o Ying e Yang, respectivamente o feminino e o masculino e seu equilíbrio, é capaz de trazer tanto o anonimato como de trilhar o destino de seus usuários se não forem usadas da forma correta. Mas vamos falar dos contos em si, já que é o mais importante. Neles alguns me agradaram e outros nem tanto. O da Larissa Siriani dá a largada como um dos mais interessantes e bem desenvolvidos, pois Thereza está muito empolgada em burlar as ordens dos pais para encontrar Amaro, o Marquês que tomou tanto sua atenção como seus pensamentos. Adorei a ingenuidade da protagonista, pois a autora fez isso de uma forma tão crível que não a achei imprópria para a época e nem precisou ser "a frente do seu tempo" como algumas autoras gostam de representar suas mocinhas descaracterizando as jovens da época. Thereza foi o que precisava ser e quando chegou ao ápice da história o plot twist foi MARAVILHOSO e me deixou gritando loucamente. Amor Roubado me apresentou a autora Joana Lancaster, que nunca tinha ouvido falar, mas que inovou com uma história sobre piratas e caça ao tesouro bem interessante. Joana (nome da protagonista) é filha de pirata e sempre navegou com o pai e é o mundo que conhece, mas as mudanças na vida os abrigam a desembarcar e, Paris atrás da Máscara desaparecida. E apesar de achar esse conto com um tom interessante e inovador, comecei a notar um padrão entre os textos que me irritou um pouco. Então fui para o próximo, e nesse fiquei além de irritada também horrorizada com o tom mórbido. Porque já que estamos falando de contos de Carnaval, isso não deveria ter um vibe feliz e divertida? Bom, acho que quem teve essa ideia não né? E a autora Alane Brito teve um desafio e tanto hein. Coitada, realmente senti pena dela. Que conto péssimo! Infeliz e com um tom trágico como as peças gregas. Giane é viúva e se muda com os pais para a cidade onde o irmão mais velho constituiu família, e achando que vai começar do zero e dar uma nova oportunidade para Lionel, mal sabe ela que está se metendo em uma enrascada. Sério! É melhor nem terminar de contar... mas pense em tragédia. Pensou? É isso aí! Aí minha teoria dos finais infelizes estava concreta e fui ler os outros 3 contos já esperando total decepção. Mas a linda da Veridiana Maenaka me trouxe um pouco de felicidade com um conto que ficou no mesmo nível que o da Larissa, com uma mulher forte, que sabe o que quer, algo dá errado e ela não se abate. Começa do zero, e encontra seu lugar, mas como a vida acontece é necessário começar de novo e não se importa com as más línguas. Realmente gostei desse, como também do Um Beijo Basta. Mas o conto que realmente me conquistou foi o do Bruno Godoi. Foi um dos mais brilhantes, e que mostrou que o autor possui uma habilidade com as palavras que é capaz de encantar. O Som do Coração me deixou intretida desde a primeira sentença, que na verdade é um cabeçalho, preciso dizer mais o que né... Amadeus é nosso protagonista que mesmo com uma vida não tão fácil cai nos encantos do Barão e se apaixona pela filha dele. Não desiste do seu amor pela música, pela amada e muito se preocupa com a mãe, apesar das circunstâncias. Já estou muito empolgada se algum livro do autor for lançado. Estava aguardando que o conto da Babi A. Sette fosse o último já que ela é uma autora muito conhecida, mas para a minha eterna consternação foi uma decepção. Realmente não sei de quem foi a ideia de escrever algo assim, mas eu esperava mais e não ficar chocada com o conto que tinha muitos motivos para ser bonito. Infelizmente, Clara que era pra ser uma jovem pacata e uma moral elevada, acabou se tornando ávida por algo que não deveria desejar. Na verdade, nem digo que a jovem tinha que ser puritana ou algo assim, mas os meios pelo qual a personagem decide trilhar não gostei. Ainda mais envolvendo religião. A autora tomou um caminho que achei que nunca abrangeria, o que para mim fez que perdesse todo o encanto pela história. Foi tão errado e ridículo que é difícil expôr minha raiva e indignação. Tem muitos livros por aí que abrange esse assunto, mas o que mais me incomodou foi uma autora como a Babi A. Sette, que tem uma fama elogiosa por seus romances de época que encantam ter escrito algo tão sujo. Para mim sujou a minha visão da autora e fez com que eu pensei se lerei algo dela no futuro. Se a autora ou a Increasy queria algum tipo de polêmica e chocar os leitores, conseguiu uma! É triste como senti que sua carreira da autora ficou manchada em poucas páginas. E no final de tudo fiquei pensando qual foi o propósito da Increasy em lançar essa antologia que se dizia baseada em Baile de Máscaras na época de Carnaval. Era para ser alegre e foi triste. Era para ser amorzinho e foi trágico. Foi chocante, polêmico e desnecessário!

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