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    In Harmony -

    Emma Scott

    Emma Scoot
    2018
    380 páginas
    12h 40m
    ISBN-10: B07955FNRM
    4.2
    15 avaliações
    Leram20Lendo0Querem38Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados38Avaliaram15

    The root of all madness is an unbearable truth… At seventeen, Willow Holloway’s life was torn apart. The happy, driven girl is gone, and she is left wracked by post-traumatic stress her body remembers even if she does not. When her father suddenly uproots the family from their posh penthouse in New York City to the tiny town of Harmony, Indiana, Willow becomes more untethered and lost under the weight of her secret. On a whim, she auditions for a part in the community theater’s production of Hamlet and unexpectedly wins the role of Ophelia—the girl who is undone by madness, and her love of Hamlet… Isaac Pierce is from the ‘wrong side of the tracks.’ The town bad boy. Girls pine for his attention and guys are in awe of him. That he’s an acting prodigy only adds to his charisma. Isaac utterly disappears into his characters; the stage is the only place he feels safe from his own traumatic home life. He wants nothing more than to escape to Broadway or Hollywood, and leave Harmony behind for good. No one can play Hamlet but Isaac, and when the director pairs him with Willow in acting class, they clash again and again—neither willing to open their hearts to anyone. But clashing leads to breaking, breaking leads to the spilling of terrible secrets, and soon Isaac and Willow find Shakespeare’s words mirroring their lives. When they are cruelly torn apart, neither know how this play will end—with madness and heartache? Or healing, love, and the discovery of who they are truly meant to be. In Harmony is a standalone NEW ADULT love story, and is intended for readers 18 and up. PLEASE NOTE, this book contains sensitive material such as physical abuse, and the aftermath of sexual assault (off the page). Reader discretion is advised.

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    Queria Estar Lendo28/06/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: In Harmony

    In Harmony foi mais um dos meus achados gloriosos lá do NetGalley - que cedeu o eARC do livro para uma resenha sincera. A história de Emma Scott, além de ter um romance arrebatador e personagens complexos, fala sobre abuso e sobre encontrar sua voz em um mundo que quer silenciá-la; é um livro impactante do início ao fim. Na trama, Willow se muda para a pequena cidade de Harmony, bem longe do caos e das lembranças perturbadas que deixou em Nova York. A garota alegre e descontraída de antes se foi; restou o trauma e o silêncio e o fato de Willow ter tanto medo das consequências, de como o mundo vai receber a história do que viveu, que esconder a verdade é tudo que resta a ela. Isso e conviver com os demônios em sua cabeça. Do outro lado temos Isaac; ele vive em um trailer caindo aos pedaços junto ao pai alcoólatra e um único sonho: sair logo da maldita cidade de Harmony. A única coisa boa que aquele lugar ofereceu para Isaac foi uma oportunidade, a descoberta de um talento. Ele é um ator fantástico e está para estrelar a peça de sua carreira, na qual olheiros de Hollywood podem ser seu escape para um mundo melhor; um mundo onde violência doméstica e abuso emocional não mais aconteçam com o rapaz. Os destinos de Isaac e Willow se encontram em meio ao teatro e às vozes de Shakespeare. Daí para frente, o que era escuridão e silêncio se torna uma conexão emocional poderosa e a ideia de que, através de outros personagens, Willow pode se libertar; e através de Willow, Isaac pode encontrar um pouco de luz. Rapaz, como é difícil falar desse livro. Ou parar de falar dele, na verdade. In Harmony foi uma das melhores coisas que eu já descobri sem querer nessa vida fuçando o NetGalley e que os deuses da literatura digam amém para isso. Tudo que eu costumo criticar nos New Adults que leio, aqui foi bem orquestrado. Emma Scott soube contar uma história pesada de maneira suave, dando tempo aos seus personagens para que se desenvolvessem, sem fórmulas instantâneas para salvação; o amor não cura porcaria nenhuma, mas pode ser um caminho para levar à recuperação. "Fingir que eu estava bem era exaustivo demais." Não existe encantamento ou palavra mágica para tirar o abuso de uma pessoa, não vai ser um Eu Te Amo que vai libertá-los. Mas, com o apoio emocional, com a certeza de que existe alguém ao seu lado que vai te dar a mão e não vai te abandonar mesmo nas horas mais desesperadoras, dá pra procurar um escape de todo aquele terror. É isso que In Harmony passa com seus protagonistas. A voz de Willow é carregada por medo e pelas lembranças pesadas que carrega em seu corpo; ela não tinha ninguém com quem contar, considerando a família ausente e que pouco se importava com sua condição silenciosa e reclusa. Willow nunca encontrou coragem para falar porque o mundo não lhe dava essa abertura, não mostrava que estaria tudo bem ela revelar o monstro que causara tudo aquilo. É a questão do silenciamento que acontece com as vítimas de estupros; a autora trabalhou isso tão bem que é impossível não sentir ainda mais raiva do universo. "Eu me ouvi dizer meu endereço naquela porra de maneira ridícula com que as garotas foram ensinadas desde tempos imemoriais - fazer coisas com as quais elas não estão confortáveis, tudo pelo bem do ego masculino." E o fato de ela não falar não significa que é uma personagem fraca, muito pelo contrário. Willow é tão forte e incrível, tão cheia de vida e de talento. Conforme essa nuvem sombria se afasta dela com o teatro e a convivência com a cidade e os outros personagem, vamos conferindo quem é a Willow de verdade e só nos resta torcer para que ela se encontre nessa nova vida, para que esse recomeço deixe que ela siga por um caminho mais feliz. Com Isaac a questão envolve o abuso emocional e a violência doméstica. Ele aceita tudo isso porque o pai, alcoólatra, depende do seu dinheiro e da sua presença para se estabilizar, e Isaac vê essa situação como "temporária". O modo como as pessoas no colégio e na cidade reagem ao Isaac, vendo ele como "culpado", como "herdeiro" dessa situação precária em que o pai se colocou, mostra muito do que o preconceito e o julgamento podem fazer. O garoto aceita tudo isso porque ele carrega coisas demais para erguer a voz contra o que acham dele; o fato de querer sair de Harmony tão rápido mostra o desespero para começar de novo. "Willow estava ali pela mesma razão que eu: para achar alguma libertação. Para contar sua história." O Isaac tinha tudo para ser aquele arquétipo de "sou babaca porque sofro", mas graças ao bom Deus, ele não foi. É recluso e aparentemente perturbado, para as pessoas ao seu redor, mas tem um coração de ouro e um espírito iluminado e eu queria beijar toda a cara dele por ser um personagem masculino tão decente. Tão atencioso com a Willow e com as pessoas ao seu redor, tão dedicado ao teatro e ao próprio talento, tão apaixonado pelo futuro e, de repente, pela Willow e pelo presente. É IMPOSSÍVEL NÃO SE APAIXONAR PELO ISAAC. O romance que dá uma chance aos dois de seguir caminhos diferentes. Eu gostei tanto, mas tanto de como a autora desenvolveu o slow burn desse casal porque era um começo demorado extremamente necessário, considerando a bagagem que Willow e Isaac carregam. "É uma coisa que minha avó me contou. Ela disse que toda história tem um "até". Alguma coisa ruim acontece que mostra ao personagem o que eles mais desejam. Mas onde está o "até" que coloca tudo de volta ao lugar? Quando o personagem realmente consegue o que deseja?" Toda vez que os dois sorriam, eu sorria. Sempre que eles se olhavam e rolava aquele momento de friozinho na barriga, subia um arrepio. Toda vez que existia um momento gentil e delicado de compreensão, quando Isaac olhava para Willow e a entendia, quando ela observava Isaac e via tudo de bom que o mundo não via, eu queria rolar pelo chão. Sabe aqueles ships tão bem escritos que você quer gritar contra um travesseiro? É isto. Quando o diretor do teatro - um homem carinhoso e cuidadoso chamado Martin, que vê em Isaac o filho que ele nunca teve - coloca os dois para estrelarem Hamlet, a narrativa encontra maneiras bem inteligentes de interligar os dramas de Shakespeare com os deles e da cidade; o nascimento da possibilidade, as pequenas mudanças de comportamento, os sorrisos roubados e os olhares sutis. O fato de o Isaac ser um fucking gentleman que respeita o espaço da Willow (que não faz mais do que a obrigação) e não a força a absolutamente nada, nem mesmo a continuar um diálogo caso perceba que ela está se sentindo desconfortável. DÁ VONTADE, COLLEEN HOOVER? "Por causa da Willow, estava aprendendo a confiar em minha própria voz. Porque ela não havia pedido que eu fosse mais do que eu mesmo." Mesmo com os dramas e os terrores, ambos se entendem como mais ninguém consegue. Eles são o recomeço um do outro e é tão lindo. De simpatia para amizade para um romance arrebatador, mas cauteloso - considerando o cenário (lembre-se que eu disse que a autora faz a história de acordo com Hamlet!) - é um dos melhores ships que já tive a alegria de ler. A questão da recuperação se desenvolve lentamente dentro da obra. Você torce para que tudo dê certo, mas sabe que nada vem tão facilmente dentro de uma realidade como a deles; os pequenos avanços, as pequenas mudanças, eles são significativos e emocionantes e essenciais para os personagens. "Me defender, reagir era uma coisa que estava aprendendo a fazer devagar." Coadjuvantes como Martin - sempre presente nos pontos de vista do Isaac, uma figura paterna e cuidadosa como ele nunca teve - e os pais de Willow - um contraponto ao Martin, já que são obtusos e egoístas e eu só queria arranhar a cara deles toda - têm grande importância dentro da trama. Mas a coadjuvante que mais se destaca é a Angie, com certeza; a colega de turma de Willow que acaba por se tornar sua melhor amiga, Angie é brilhante e adorável e as cenas entre as duas mostra muita sororidade e apoio e "eu estou aqui por você como você está por mim". Eu queria morrer de amor. Minhas duas únicas críticas vão para o fato de os personagens ao redor desses "principais" serem tão... estereótipos. A autora podia ter fugido um pouco do "popular babaca" e da "patricinha fofoqueira que só quer arruinar tudo". Apesar de não serem tão importantes na trama, ainda estão ali e foi um pouco falho, considerando tudo de perfeito que ela fez até então. E podia ter acabado sem aquele epílogo. Foi um pouco forçado - mas aí é crítica minha porque eu tenho um limite de clichês extremamente românticos ou melosos pra ler. Pode ser que agrade muito outra pessoa. In Harmony foi uma descoberta triunfal e eu vou exaltar este livro até o fim dos tempos, e com certeza vou correr atrás de outros títulos da autora para conferir.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 15
    • 5 estrelas53%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
    Emma Scott profile picture

    Emma Scott

    Emma Scott é autora do best-seller do USA Today e do Wall Street Journal de romances emocionais guiados por personagens nos quais a arte e o amor se entrelaçam para curar e nos quais o amor sempre vence. Se você gosta de histórias realistas e reflexivas com diversos personagens e heróis de bom coração, você vai gostar dos romances dela.

    21 Livros
    14 Seguidores

    Emma Scott