Cymbeline (The New Cambridge Shakespeare) -

    William Shakespeare

    Cambridge University Press
    2005
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9780521296946

    The New Cambridge Shakespeare appeals to students worldwide for its up-to-date scholarship and emphasis on performance. The series features line-by-line commentaries and textual notes on the plays and poems. Introductions are regularly refreshed with accounts of new critical, stage and screen interpretations. Edited and introduced by Martin Butler, this first New Cambridge Shakespeare edition of Cymbeline takes full account of the critical and historical scholarship produced in the late twentieth century. It foregrounds the romance, tragicomedy and Jacobean stagecraft that shape the play and offers a refreshingly unsentimental reading of the heroine, Innogen. Butler pays greater attention than his predecessors to the politics of 1610, especially to questions of British union and nationhood. He also offers a lively account of Cymbeline's stage history from 1610 to the present day. The text has been edited from the 1623 Folio and features a detailed commentary on its linguistic and historical features.

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    Camilla03/02/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O livro conta a história do Rei Cymbeline, que, no passado, teve 2 filhos e uma filha. Os dois filhos estão desaparecidos por 20 anos. Enquanto que sua filha (Imogenia) vive com o pai. O rei é viúvo, e agora está casado com a rainha (personagem sem nome, se não me engano kkkk só chamam ela de Rainha). A Rainha também é viúva e tem um filho do seu casamento anterior, o seu filho Cloten, que é um personagem completamente arrogante, metido, petulante e soberbo. Imogenia casou-se com Póstumo Leonato, mas este casamento irritou completamente o Rei Cymbeline e a Rainha. Póstumo é exilado para a Itália, e a rainha má quer forçar Imogenia a se casar com o egoísta Cloten. Shakespeare é um autor que gostava muito de confusões em suas peças, e "Cymbeline" não é muito diferente. Personagens entendendo coisas erradas, personagens achando que alguém morreu quando não morreu, personagens enganados, quase o elenco todo reunido para explicar os mal entendidos, tudo isso está presente na peça/no livro. A história é bem interessante... Prende a atenção, deixa o leitor curioso... A única coisa, talvez, que eu não gostei em "Cymbeline" é que pra criar as confusões em vários personagens, pro plot fluir nos mal entendidos, Shakespeare acabou criando personagens insolente e desiquilibrado emocionalmente, que são Cymbeline e Póstumo. Cymbeline é rude, egoísta, nada carinhoso, não respeita a escolha da filha de ter casado com Póstumo, não coloca a filha em primeiro lugar... e ainda concorda com as ideias da Rainha, tipo ter Cloten casado com Imogenia. Apesar de Imogenia e Cloten não serem parentes de sangue, os dois são filhos do rei e da rainha, né? Imogenia é filha de Cymbeline, Cloten é filho da Rainha. Não chega a ser incesto, mas é uma situação bem esquisita. Mas como a Rainha é má, dá pra perceber que isso faz parte de um plano dela. Por outro lado, temos Póstumo Leonato. Apesar de parecer bem romântico no início do livro, no mal entendido que faz ele achar que Imogenia o traiu (história contada pelo o "amigo" falso, Iachimo), Póstumo quer Imogenia morta, até um certo ponto da história. Não bastasse a confusão que gera nessa parte do plot, Imogenia irrita Cloten, o humilhando, dizendo que Cloten não vale nem as roupas mais baratas de Póstumo (já que Póstumo é descrito como não tão rico ou pobre). Cloten, que já é um personagem temperamental e mimado, se revolta e quer matar Imogenia também. Póstumo não é o vilão da história. Eu entendi que, colocando Póstumo sendo enganado por Iachimo, faz com que o plot de um nó, uma confusão pra Imogenia que vira uma bola de neve muito grande conforme você vai lendo o livro. O problema é que achei desnecessário essa raiva do Póstumo. Faz a gente ter pena da Imogenia, do tipo "acho que você não merece ninguém, hein, moça" ou "que marido merda". sabe? Imagina estar casada com um cara que, num acesso de raiva, quer a esposa morta de início mas depois se arrepende? Sei que a história é do início do século XVII, mesmo assim é um detalhe que não dá pra romantizar o personagem. Ainda mais que Póstumo aposta toda a fidelidade de Imogenia para ganhar dinheiro na Itália. Sem falar no rei que demora uma eternidade pra ver onde errou... É um livro que torcemos para Imogenia a história inteira, tem final feliz, mas esses detalhes do Póstumo e de Cymbeline só deixa a história meio "eeeerrr...." Entende o que eu quero dizer? A gente franze o cenho mesmo vendo que Póstumo não é o antagonista. Tirando essas coisas, é uma história interessante, que prende a atenção, fácil de imaginar os cenários mesmo com pouquíssimas descrições, já que Shakespeare só descreve o básico porque os livros dele são como roteiros de peça. Shakespeare é muito bom com diálogos, principalmente em discussões... os famosos "barracos". Personagens que xingam e respondem a altura é marca registrada do Shakespeare e está presente em vários livros. A discussão de Cloten com Imogenia e Cloten com Guidério, com certeza, foi uma discussão bem elaborada. Pelas palavras que Shakespeare escolheu colocar nos seus "roteiros", dá pra ter toda uma ideia das atuações dos personagens, e muitos livros narrados em terceira pessoa, com descrições das cenas, não consegue ser tão bem trabalhados nos diálogos como os livros do Shakespeare. Você visualiza tudo perfeitamente só com a boa escolhas de palavras do diálogo. Eu até gostei da história, por isso dei 4 estrelas. Se os outros detalhes fossem melhores, wu teria dado uma nota maior. Pelo menos, Cymbeline é superior a "Coriolanus", "Timon de Atenas" ou até mesmo "Contos de Inverno".

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