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    Comboios Rigorosamente Vigiados (Uma Terra sem Amos) -

    Bohumil Hrabal

    Editorial Caminho
    1990
    90 páginas
    3h 0m
    ISBN-13: 9789722100809
    Português Brasileiro
    4.2
    7 avaliações
    Leram11Lendo0Querem27Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos1Desejados27Avaliaram7

    Bohumil Hrabal nasceu em Brno em 1914. Concluiu o curso de Direito em Praga em 1939, mas tendo os invasores alemães encerrado as universidades checas, só conseguiu o diploma em 1946. Nunca exercerá a profissão. Em vez disso, será sucessivamente escriturário, fiel de armazém, empregado dos caminhos-de-ferro, operário metaIúrgico, embalador de papel velho e figurante de teatro. Em 1963, publica o seu primeiro livro, Uma Pérola no Fundo, e é imediatamente acolhido como um grande escritor. Os livros seguintes alicerçam a sua reputação, nomeadamente Comboios Rigorosamente Vigiados, que inspirará um filme, tornado famoso e exibido há anos em Portugal. Depois de 1968, dois livros de Hrabal, já impressos, foram destruídos e até 1976, não voltou a ser editado no seu país. Actualmente é um dos nomes mais prestigiados da literatura checa, com grande repercussão em todo o mundo. O leitor português que dele já conhece Eu Que Servi o Rei de Inglaterra tem agora à disposição esta célebre, insólita e sagaz história que se chama Comboios Rigorosamente Vigiados, sem favor uma obra-prima da narrativa contemporânea.

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    Cauê Bueno22/12/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Em “Trens Rigorosamente Vigiados”, lido na edição portuguesa “Comboios Rigorosamente Vigiados”, o autor tcheco Bohumil Hrabal oferece uma visão pouco convencional da Segunda Guerra ao retratar a ocupação nazista a partir do cotidiano de ferroviários, inspirando-se em suas próprias memórias. Longe do heroísmo épico, a narrativa acompanha pessoas comuns que, sob vigilância constante, tomam pequenas decisões que, em momentos extremos, podem custar a própria vida e ainda assim representar formas silenciosas de resistência. O livro me marcou por esse ângulo mais humano da guerra, onde a coragem surge misturada ao acaso, à ingenuidade e à dignidade, sempre atravessada por um humor sutil, mostrando como gestos mínimos, anônimos e imperfeitos ajudaram a corroer um sistema de opressão brutal.

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    4.2 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas57%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas0%
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    Bohumil Hrabal

    Bohumil Hrabal (1914-1997) é um dos maiores escritores checos do século XX, a par de Jaroslav Hašek, Karel Capek e Milan Kundera. Eterno compincha de caneca erguida nas tabernas de Praga, amigo da boa cerveja e de gatos (a ordem é aleatória), cedo se deixou seduzir pelos encantos da capital checa. Cursou Direito, que nunca exerceu, viveu a ocupação nazi e o estalinismo do pós-guerra, e teve um sem-fim de ofícios, nos quais beberia a inspiração para os seus livros: de ferroviário durante a guerra (Comboios Rigorosamente Vigiados, 1965, adaptado ao cinema em 1967) e prensador de papel (Uma Solidão Demasiado Ruidosa, 1976) a contraregra e telegrafista. As suas obras circularam clandestinamente após a Primavera de Praga, foram banidas e queimadas, e, a par de outros intelectuais, Bohumil Hrabal foi acossado pelo regime comunista e pelos censores do Estado. Distinguiu-se pela publicação de obras como Eu que Servi o Rei de Inglaterra (1971), A Terra Onde o Tempo Parou (1973) e Terno Bárbaro (1973), pelo humor grotesco e irreverente e pela obsessão com o discurso autêntico e pitoresco do seu povo. No seu último dia neste mundo, caiu da janela do quinto andar num hospital de Praga, ao dar de comer aos pombos.

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    Bohumil Hrabal