Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas9
    • Leitores196
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O longo adeus a Pinochet -

    Ariel Dorfman

    Companhia das Letras
    2003
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788535903355
    Português Brasileiro
    4.1
    70 avaliações
    Leram87Lendo4Querem103Relendo0Abandonos2Resenhas9
    Favoritos3Desejados103Avaliaram70

    Em outubro de 1998, com a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, em Londres, Ariel Dorfman se tornou porta-voz dos que exigiam justiça. Este relato combina crônica política, reportagem e memória para refletir sobre a história do Chile a partir do processo de prisão e julgamento do general, que escapou do júri ao alegar insanidade mental. O escritor Ariel Dorfman trabalhava para o presidente Salvador Allende quando, em 11 de setembro de 1973, o golpe liderado pelo general Augusto Pinochet derrubou a democracia no Chile e instaurou uma das mais sangrentas ditaduras da América Latina. Exilado por dezessete anos, Dorfman sonhou muitas vezes com Pinochet, sempre de luvas brancas. Mas assim como milhares de vítimas do general ele sabia que, por debaixo das luvas, as mãos do ditador estavam maculadas de sangue. Em outubro de 1998, com a prisão do ex-ditador em Londres, Ariel Dorfman tornou-se porta-voz dos que exigiam justiça. Publicando artigos nos grandes jornais do mundo, em viagens a Londres e por meio da mobilização de artistas e escritores, seguiu o caso até a justiça chilena declarar a insanidade mental do réu, em julho de 2001. Augusto Pinochet não foi nem será condenado, mas a democracia chilena se consolidou, torturadores foram punidos, e está mais perto o dia em que os crimes contra a humanidade poderão ser julgados em qualquer país. O longo adeus a Pinochet recupera um capítulo traumático da história da América Latina, a ser relembrado pelas gerações atuais e contado às futuras. Em outubro de 1998, com a prisão do ex-ditador em Londres, Ariel Dorfman tornou-se porta-voz dos que exigiam justiça. Publicando artigos nos grandes jornais do mundo, em viagens a Londres e por meio da mobilização de artistas e escritores, seguiu o caso até a justiça chilena declarar a insanidade mental do réu, em julho de 2001. Augusto Pinochet não foi nem será condenado, mas a democracia chilena se consolidou, torturadores foram punidos, e está mais perto o dia em que os crimes contra a humanidade poderão ser julgados em qualquer país. O longo adeus a Pinochet recupera um capítulo traumático da história da América Latina, a ser relembrado pelas gerações atuais e contado às futuras.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (9)Ver mais
    Alexandre Figueiredo picture
    Alexandre Figueiredo12/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O testemunho

    Viver a vida na presença de injustiças sem que nada possa ser feito é uma constante impotência. É disto que o relato de Ariel Dorfman, homem múltiplo das letras chilenas, retrata com maestria em “O longo adeus a Pinochet”, espécie de híbrido entre reportagem, crônica e memórias. O escritor chileno remonta a saga final do general Augusto Pinochet, caudilho sul-americano que aterrorizou a vida de seus compatriotas a partir do golpe militar realizado em 11 de setembro de 1973 e derrubou do poder democraticamente constituído o socialista Salvador Allende. O texto de Dorfman é um recorte bem específico: inicia em 1998, quando o general foi preso em Londres, e vai até a declaração de “insanidade mental” pela justiça chilena, em 2001. O generalíssimo morreria em 2006. Ao narrar os bastidores da esperança de ver um criminoso como Pinochet preso e levado à justiça, sendo visto diante dos olhos daqueles que marcou a vida, Dorfman reflete sobre a ética que conduz o ideal dos direitos humanos, sobre a questão do Direito Penal Internacional com suas limitações e atribuições e termina abordando a necessidade de preservar a memória coletiva. A História deixa marcas que não podem ser apagadas e quem deseja o contrário, refletirá Dorfman, não passa de um ser desprovido de humanidade. Com um texto pungente, muito bem escrito, Dorfman mostra que a transição democrática em nações pobres é sempre um desafio, pois as idiossincrasias dos muitos indivíduos que as compõem são, em boa parte, conflitantes. Enquanto lia, percebi que as dúvidas de Dorfman também são as minhas em pleno 2021, numa nação democrática que vive se oferecendo às moscas de uma extrema-direita que insiste em resistir e ressurgir. Como Dorfman, me pergunto de que maneira é possível dialogar com essas pessoas que saem às ruas bradando por um retorno à ditadura militar no meu país, como é possível que esses cidadãos, que dividem a mesma história de um povo, desejem com tanto ódio e de maneira vulgar a imposição de uma falsa ordem, do desrespeito e da violência novamente? Dorfman oferece, mesmo que timidamente, algumas respostas. Ao compartilhar o passo a passo dos seus sentimentos com os leitores, Dorfman consegue com êxito realizar a tarefa à qual se propôs: registrar um momento crucial para a história da humanidade. "O longo adeus a Pinochet" é uma súplica: leitores, fiquem atentos às injustiças que lhes cercam, não deixem a ignorância, a ausência da razão e a cegueira coletiva dominarem a narrativa. E lembrem-se: não existe neutralidade política. A decisão, no fim, é sempre sua, é sempre nossa.

    67 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 70
    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Ariel Dorfman profile picture

    Ariel Dorfman

    Vladimiro Ariel Dorfman é um romancista, dramaturgo, ensaísta, acadêmico e ativista pelos direitos humanos argentino-chileno-americano. Cidadão dos Estados Unidos desde 2004, é professor de literatura e de estudos latino-americanos na Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte, desde 1985

    19 Livros
    5 Seguidores

    Ariel Dorfman