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    O Mágico de Oz -

    L. Frank Baum

    Hermus
    1984
    202 páginas
    6h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    28576 avaliações
    Leram50446Lendo1289Querem19727Relendo97Abandonos441Resenhas3027
    Favoritos14Desejados19727Avaliaram28576

    Apesar de O Mágico de Oz ter se eternizado com a adaptação cinematográfica de 1939, o livro do escritor Lyman Frank Boum e bem completo e complexo. Seria impossível narrar a história toda em apenas um filme, ainda mais com os produtores atuais preferindo refilmagens moderninhas, como a recente série Tin Man (2007, SCI FI Channel). Talvez se acredite que as crianças não se interessam por espantalhos, homens de lata e leões medrosos. Fora que não soaria ecologicamente correto trazer como herói alguém que usa um machado para decapitar 40 lobos ou derrubar árvores à torta e direita sempre que precisa. Mas, pensado inversamente, não estaríamos camuflando a fábula original para esconder de nossos filhos os erros que cometemos no passado? São as crianças atuais tão sensíveis à realidade que devem ser criadas entre raios e explosões multicoloridas excessivas, para não terem contato algum com a mais simples e, por isso, mais profunda verdade? Cervantes escreveu Dom Quixote para criticar os romances cavalheirescos da época, Baum quis diferenciar-se das histórias infantis que conhecia. Criou uma obra que se eternizou no coração de crianças de todas as idades. Usou a linguagem simples e métodos de escrita contrários aos que são ensinados. Um exemplo é a repetição em excesso, sendo que a descrição da Cidade de Esmeralda será a ocasião em que o leitor mais vezes vai ler a palavra “verde” em toda a sua vida

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    Leandro Ferreira picture
    Leandro Ferreira08/01/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    There's no place like home

    Tinha uma dívida de uma vida inteira, que era nunca ter lido este livro. Minha música preferida, o encanto das cores da MGM alcançando a graciosa Dorothy (da inigualável Judy Garland), a mensagem emocionante sobre amizade e esperança, os sapatinhos vermelhos (ops... aqui eles são prateados), os macacos voando, tanta, mas tanta coisa que já tornava esta história, para mim, o melhor de todos os contos de fadas, dedicado "a todos aqueles que são jovens de coração". Esta história me leva a lugares bem diferentes de Oz ou Kansas: de repente estou de volta a meu passado, num dos momentos mais felizes de minha vida, que eu sei que jamais voltará. E foi com esta expectativa que eu iniciei a leitura. Uma história linda, de cuja inocência e fantasia os seus leitores (independente da sua idade) tanto precisam. A história tem uma série de mensagens (não tão) escondidas: a criança que enfrenta desafios, o grande mágico que não é tão glamoroso quanto prega o estereótipo masculino, as bruxas boas, lindas e poderosas, que se contrapõem à submissão feminina da época. São tantas que a lista (com suas explicações) teria o tamanho do livro. Se for possível haver alguém que ainda não conhece esta história, mesmo que pelas inúmeras adaptações, esteja avisado de que é um conto de fadas, onde leões falantes, bruxas e casas que voam e pousam não devem ativar nenhum crítico literário adormecido que deseje questionar a veracidade dos acontecimentos: não é uma história para ler, mas para sentir, viajar e ser criança de novo. Meu pequeno Bernardo vai, um dia, ouvi-la de mim, da Judy e do L. Frank Baum. Espero que ele a ame, como eu a amo, mesmo de por motivos bem distintos. Esta leitura me foi um presente, lindo apesar de tardio, que não só me fez revisitar o meu passado, mas também rever o filme pela... não sei mais quantas vezes eu já assisti, sempre chorando quando a Dorothy canta, sempre chorando quando a porta da casa se abre após o ciclone, sempre chorando quando a ouço dizer "there's no place like home".  

    164 curtidas

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