Viver bem é a melhor vingança -

    Calvin Tomkins

    Autêntica
    2018
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788551300107
    Português Brasileiro

    Nas palavras do jornalista Sérgio Augusto, Calvin Tomkins escreveu “a mais enxuta e gratificante crônica sobre a Paris da Geração Perdida e seu mais glamoroso casal de expatriados, Gerald e Sara Murphy”. Os Murphys chegaram à França após a Primeira Guerra Mundial, época em que uma leva de artistas e intelectuais americanos foram se estabelecer às margens do Sena. O casal vivia cercado de pintores, músicos e escritores. Fitzgerald, seu hóspede mais assíduo, inspirou-se em Gerald e Sara para compor os protagonistas de Suave é a noite. Além dele e de Zelda, as reuniões dos Murphys tinham Cole Porter, Hemingway, Picasso, Léger, Gertrude Stein, Cocteau e Satie entre seus habitués. Ilustrado com fotos do álbum de família dos Murphys, além de uma seleção especial dos quadros pintados por Gerald Murphy, Viver bem é a melhor vingança é uma bela e evocativa memória dos anos loucos em Paris, que transformaram uma geração.

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    Isadora Borsato26/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Nossa vida foi estimulante, original e um tanto fantasiosa, é o que sinto."

    "Viver bem é a melhor vingança" é uma nostalgia em tons pastéis. Uma das narrativas mais deliciosas que já li. A vida de Gerald e Sara Murphy foi idílica e, ao mesmo tempo, efusiva - não é exagero dizer que a Paris da década de 1920 era o centro cultural do mundo. Esse escritor teve a sorte de poucos; encontrou duas pessoas daquele tipo muito raro: que viu de tudo, fez de tudo e viveu à sua maneira, a despeito da opinião dos outros. Calvin Tomkins conheceu Gerald e Sara nos EUA, já com certa idade, silenciosos, cuidando tranquilamente do seu jardim, mas que lhe revelou uma trajetória "estimulante, original e um tanto fantasiosa", nas palavras do próprio Gerald. Esse ilustre casal viveu em Paris na Era de Ouro (ou Anos Loucos), habitada pela Geração Perdida, tendo sua casa frequentada por Fitzgerald e sua esposa Zelda (um casal de desequilibrados, porém único), Ernest Hemingway (aquele que aceitaria qualquer desafio), Cole Porter, Léger, Picasso, Gertrude Stein, dentre inúmeras outras personalidades que moldaram aquela época e repercutem até hoje com suas obras. É um livro de lembranças de uma vida muito bem vivida, apesar de certas mazelas - inescapáveis a qualquer um. Gerald e Sara tiveram a chance de uma vida extraordinária, vivendo ao seu modo singular, aconchegante e honesto, cheio de mar, sol, bebendo xerez muito seco e comendo amêndoas assadas, cercados de belos amigos e belas experiências, as quais compuseram a própria "era de ouro de sua privilegiada família". Uma história para guardar e reler, pois é mais que uma narrativa literal, é um sentimento de esperança e de felicidade tranquila.

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