Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas14
    • Leitores731
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Clarice: Uma vida que se conta -

    Nadia Battella Gotlib

    EDUSP
    2009
    650 páginas
    21h 40m
    ISBN-14: 9788508053216_
    Português Brasileiro
    4.5
    132 avaliações
    Leram223Lendo69Querem424Relendo2Abandonos13Resenhas14
    Favoritos24Desejados424Avaliaram132

    Mais uma biografia sobre Clarice Lispector (1920-1977) chega às livrarias nesta semana. A Edusp (Editora da Universidade São Paulo) deve começar, a partir desta quinta-feira (3), a distribuir "Clarice - uma vida que se conta", escrito por Nádia Battela Gotlib. O título foi publicado pela primeira vez pela editora Ática em 1995, quando teve cinco edições e esgotou. A autora fez uma revisão e ampliação de sua obra, que agora sai pela Edusp. Gotlib é também autora de "Clarice Fotobiografia", resultado do material recolhido para sua tese de livre-docência. São imagens de Clarice pesquisadas em arquivos diversos, lugares onde a escritora morou (Ucrânia, Itália, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Maceió, Recife e Rio). A autora desenvolve na biografia uma leitura fundamentada tanto em dados de caráter biográfico como em considerações críticas sobre a obra literária e jornalística de Clarice Lispector. As duas linhas narrativas alternam-se, por vezes cruzam-se, estabelecendo diálogo que estimula as relações entre literatura e biografia, entre história e ficção. Paralelamente, surgem outras questões de interesse referentes a múltiplos agentes culturais que interferiram na formação da personalidade artística de Clarice Lispector: suas raízes ucranianas judaicas, o solo nordestino da infância e pré-adolescência, os grupos intelectuais do Rio dos anos de 1940, os países da Europa e os Estados Unidos, onde viveu durante quase 16 anos, e, de novo, o Rio das décadas de 1960 e 1970. A autora inclui na edição revista e ampliada dados recentemente descobertos, imagens inéditas e fontes bibliográficas de importância para a melhor compreensão da vida e obra dessa escritora. Esta reedição revista e ampliada vem a público em português após ter sido editada em espanhol, em Buenos Aires, pela editora Adriana Hidalgo em 2007. Nesta reedição, a autora manteve alguns dados que apareciam na tese de livre-docência, que deu origem ao livro, e não constavam das edições anteriores, como numerosas rodas de rodapé, com explicitação detalhada das fontes, e informações inseridas em subcapítulos e novas notas, com base em bibliografia especializada sobre o assunto, publicada após a primeira edição de 1995.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (14)Ver mais
    Filipe Quevedo picture
    Filipe Quevedo30/09/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Haia, a estrangeira

    <i>- Clarice, se você pudesse roubar alguma coisa, o que roubaria? - Roubaria gente, pessoas, companhia.</i> (1965, entrevista. Clarice Lispector, Jóia, n. 141.) De forma semelhante ao que acontece na biografia de Leonardo, onde a proposta do autor parece ser, além de trazer dados históricos-biográficos, fazer análises das diversas obras do mestre, assim Nádia faz aqui: além das informações biográficas ela faz análises literárias das produções da autora, com um objetivo bem específico: desvendar, a partir delas, a pessoa por trás de tais produções. No Prefácio Nádia elucida sua proposta ao explicar que seu trabalho centra-se em abordagens críticas e <i>"[...]detém-se em certos dados de caráter autobiográfico, desde que tenham eles ligação mais direta com a produção literária, no sentido de que possam contribuir para uma contextualização."</i> O texto acaba sendo bastante similar aos moldes de abordagem clariceanos. Aquilo que Clarice faz com suas personagens, Nádia faz com ela: busca sondar mais a pessoalidade, a intimidade, a interioridade, o subjetivo de Clarice, em detrimento de relatar as ações e os eventos da vida dela. Em outras palavras, o texto tenta entender e esboçar quem era Clarice Lispector, a partir de seus próprios escritos (cartas, crônicas, contos, romances...). O resultado é uma obra bastante intimista. A minha impressão geral é a de que Clarice tinha uma forma muito particular de solidão: não a solidão de quem não tenha relações e contatos, mas a solidão de quem não consegue se conectar profundamente com seres semelhantes por não os encontrar. Ao que parece ela era tão estrangeira que não encontrava pares em lugar nenhum; não se encaixava no mundo; parecia constantemente neblinada; ela era uma sensibilidade transbordante num multidão de engessados. Tinha dificuldades de estabelecer relações por exigir das pessoas tanta profundidade quanto só ela poderia oferecer. Num mundo que cada vez mais caminhava para a liquidez de Bauman, raras eram as pessoas capazes de se dedicar com algo além da superficialidade. E Clarice exigia a alma. <b>CURIOSIDADES:</b> 📌Haia. Este é o nome original de Clarice. 📌Não há exatidão quanto a data de nascimento de Clarice; sequer se sabe ao certo o ano no qual ela nasceu! A própria Clarice foi contraditória ao registrar diversos anos como sendo o de seu nascimento: 1921, 1926, 1927... Inclusive não consta data de nascimento no túmulo da autora, apenas a data do falecimento. 📌A língua presa de Clarice não era um sotaque ou maneirismo dela, mas uma consequência de um defeito fisiológico mesmo. Parece que ela até poderia ter feito uma intervenção cirúrgica para a correção do problema, mas simplesmente não quis. 📌Clarice teve alguns bichos durante a vida. Entre eles um cão chamado Ulisses. Reza a lenda que o Ulisses era um grande fumante. Por vezes ela chamava esse cão de "Efeméride". 📌Alguns livros da autora chegaram a ter títulos diferentes em versões iniciais: A maça no escuro, por exemplo se chamava "A veia no pulso"; Água viva chegou a ser "Atrás do pensamento: Monólogo com a vida"; e Um sopro de vida era simplesmente "Pulsações". (Bastante bonito esse último.)

    32 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 132
    • 5 estrelas65%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Nadia Battella Gotlib profile picture

    Nadia Battella Gotlib

    Possui graduação em Letras pela Universidade de Brasília (1967), mestrado (1971) e doutorado (1977) em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e livre-docência em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (1993), onde atuou como professora de Literatura Portuguesa (desde 1973), de Literatura Brasileira (de 1979 até 1997, quando se aposentou.). Desenvolveu atividades de pesquisa e ministrou cursos de Graduação e de Pós-Graduação em várias universidades brasileiras e do exterior (Univ. de Oxford, Univ. de Buenos Aires). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira Contemporânea e principalmente nos seguintes temas: conto brasileiro, narrativa de Clarice Lispector, arquivo pessoal, diários, epistolografia e autobiografia. Atualmente está vinculada, como professor colaborador, ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa da USP. É Bolsista Sênior do CNPq.

    3 Livros
    5 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Nadia Battella Gotlib