Não é a primeira vez que leio essa trilogia e nem vai ser a última.
Meg Cabot sempre consegue me dar essa sensação de leveza e diversão com seus livros e esse não poderia ser diferente. Pierce tem um humor cômico e resignado que me prende muito. E isso entra em contraste com o lado dela que é bem sensível, como vamos percebendo ao longo da narrativa. Ela não tem receio de se corrigir quando percebe que está errada e sempre está pronta para ser altruísta, mesmo quando está confusa e não entende bem o que está acontecendo. As interações dela com todos, especialmente com John, são um deleite de ler. Inclusive ele é um querido incompreendido que queria apenas carinho, hehe. Estou ansiosa para continuar a ler sobre ele e que logo o mundo dele nos seja revelado (só temos vislumbres de como ele vive e o que ele é, afinal). Essa parte de Mundo Inferior é algo que me interessa bastante. O que acho incrível é que Meg tem a habilidade de falar sobre temas sérios, como assédio, violência e morte, de forma bem sensível, mesmo que a pegada geral do livro seja mais leve. Vemos isso quando se fala do passado de Pierce e algumas pessoas que eram do convívio dela. Fiquei realmente tocada quando ela fala sobre ela e Hannah, como as coisas se desenrolaram e que fim se deu àquela situação, que infelizmente reflete tanto nossa realidade. No mais, amo a dinâmica de família e amizade (respectivamente) dela com Alex e Kayla. Esse trio vai dar o que falar… principalmente com os aparentes segredos que Alex está escondendo… A dinâmica dela com tio Chris é tão fofa! Eu acho ele uma pessoa tão sensível, acho que principalmente pelo que sabemos do passado dele e o que ainda vamos descobrir. Ele perdeu muita coisa e tem que viver com isso, tentando reescrever sua história dia a dia, mesmo com os estigmas. Trazendo para a nossa realidade, é muito importante pensar em como o passado acaba ditando nosso futuro em muitos aspectos. Chris é um exemplo perfeito e veremos muito mais sobre isso. Adoro a mãe de Pierce. Dá pra perceber como ela realmente ama a filha e tenta compreendê-la, mesmo com as coisas mais peculiares. Já o pai dela… veremos. Já sabemos que a condição financeira do pai interfere muito nas relações dela com as pessoas, mesmo que possamos perceber ao longo da história que a própria Pierce nem parece se apegar à isso, exceto quando quer ajudar alguém. Maisuma coisa interessante sobre ela. Não falarei sobre a avó e os colegas dela. Só aguardarei, rs. Por fim: melhor e mais leve reescrita do mito de Hades e Perséfone de todos os tempos.

