O Essencial da Estratégia'' é um box com três títulos famosos em todo o mundo e, que se complementam, sendo indispensáveis para qualquer pessoa que queira sair do lugar comum e se destacar na vida. São eles: "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, "O Príncipe" de Nicolau Maquiavel e "O Livro dos Cinco Anéis" de Miyamoto Musashi reunidas em um luxuoso kit. ''A Arte da Guerra'' é um tratado militar escrito durante o século IV a. C pelo estrategista Sun Tzu. Composto por treze capítulos, cada um abordando um aspecto da estratégia de guerra, acredita-se que esse livro tenha sido utilizado por diversos estrategistas militares ao longo da história. ''O Príncipe'' escrito em 1513 por Nicolau Maquiavel, a primeira edição desse livro foi publicado postumamente em 1532. É, na verdade, um dos tratados políticos mais fundamentais já elaborados pelo pensamento humano. "O Príncipe" tem papel crucial na construção do conceito de Estado Moderno e, mapeia como conquistar, conduzir e manter o poder. ''O Livro dos Cinco Anéis'' é um texto sobre Kenjutsu e as artes marciais como um todo. Escrito em 1645 por Miyamoto Musashi, ele é considerado um tratado clássico sobre a estratégia militar do Japão.
O Livro dos Cinco Anéis - Estratégia - Box - o Essencial da Estratégia
Miyamoto Musashi
A Arte do Guerreiro Japonês
Se você deseja aprender técnicas de luta samurai, ou compreende que a história é feita de arquétipos da vida real, com atmosferas distintas, e quer aprender técnicas de sobrevivência em batalhas com espada (ou na vida quem sabe), O Livro dos Cinco Anéis de Miyamoto Musashi é o livro indica. Escrito em 1645 esse livro é um retrato da sociedade japonesa do final do século XVI e Inicio do século XVII. Nascido em 1580 no Japão, Miyamoto Musashi viveu um período inédito até então no Japão, com a centralização do poder na mão de um grupo político, grandes expurgos, convulsões sociais que abalaram as estruturas políticas “quase feudais” do país, e classes sociais muito bem dividas em uma estrutura social rígida formavam o panorama da época. Miyamoto foi um grande guerreiro samurai com fama em sua época, muito embora se saiba que no final do século XVI os próprios samurais foram expurgados com a acessão do shogunato Tokugawa e a perca do poder dos “feudos locais” e aparelhamento do imperador, que passou apenas ter poder simbólico. O relato de Miyamoto representa os aspectos da vida de um samurai que anda errante (ronin) Quando os grandes exércitos provinciais foram gradualmente desmantelados, muitos samurais passaram a vagar pelo país, desempregados pela era de paz que se iniciava. Ainda havia alguns samurais junto aos Tokugawa e aos senhores provinciais, porém em pequena quantidade. As hordas de samurais sem ter o que fazer se viram de um momento para o outro, numa sociedade regida inteiramente pelas antigas regras de cavalheirismo e fidalguia que lhes eram tão caras, mas onde, ao mesmo tempo, não havia mais lugar para guerreiros. Os samurais tornaram-se, assim, uma classe invertida, mantendo vivos os antigos ideais de conduta pela devoção às artes militares, com um fervor que só os japoneses são capazes. Foi a essa época que floresceu o Kendô. Kendô, ou o Caminho da Espada, sempre fora sinônimo de nobreza no Japão. O livro prega técnicas de luta através do método da escola de esgrima Ichi. O método pelo qual o autor se expressa se chama “Caminho da Estratégia” que fará com que o guerreiro seja guiado ao “Espírito Verdadeiro”. Dividido em cinco livros (anéis) esse livro mostra através dos conceitos de Terra, Água, Fogo, Tradição (vento) e Nada toda uma gama de técnicas de luta com espadas samurais. A intenção é treinar muito para “Conhecer o Momento”, avaliar as situações com calma e determinação, estudar o inimigo nos mínimos movimentos e detalhes, e aplicar a melhor estratégia para vencer seu oponente de batalha. Em termos linguísticos o livro não trás grandes coisas. há uma grande repetição de palavras, frases como: “aprenda isto” ou “fique atento isso”, não ajudam muito o livro a ter atrativos. Em termos literários esse livro se encaixa na ideia de interpretação que você dá. É tipo uma “Arte da Guerra” japonesa que pode (e é) ser utilizado em ambientes corporativos como instrumento para entender e montar técnicas de trabalho, ou entender o mercado competitivo. É bem difícil categorizar esse tipo de narrativa. Ler ou não ler? Acho que cabe o leitor medir a situação. Obviamente o livro é recheado de vícios de linguagem de época, mas tem seu valor se não olharmos literalmente. Há sempre novas interpretações, e que eu saiba não somos parte de uma sociedade samurai (rsrsrs).
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